Mas a sala de interrogatório era tão pequena que, não importava para onde Adelina recuasse, não havia saída.
Cora a observava sem pressa.
Agora, o controle da situação estava nas mãos de Cora.
— O que eu vou fazer?
Cora riu levemente.
Diferente da aura sombria de Adelina, Cora exalava uma franqueza assustadora.
Ela transmitia uma autoridade natural, como se visse através de tudo.
E, acima de tudo, estava calma e serena.
Quanto mais Cora agia assim, mais aterrorizada Adelina ficava.
Um pressentimento ruim tomou conta de seu coração.
— Cora, não ache que você venceu, você não vai vencer!
Adelina tentava demonstrar uma falsa coragem.
— Se eu não vencer, você vai?
Cora riu com desdém.
Então, Cora levantou-se calmamente e caminhou na direção de Adelina.
Adelina não conseguiu se conter, agarrou a própria cabeça e gritou.
Ver Cora se aproximando fez com que o pavor se infiltrasse em seus ossos.
Cora apenas parou na frente de Adelina.
Ela olhou para Adelina de cima a baixo.
Exatamente como Adelina havia olhado para ela anos atrás.
Cora estava impassível.
Sua mente repetia todas as lembranças do passado.
— Adelina, acho que simplesmente te trancar aqui seria fácil demais para você.
Cora continuou sorrindo.
Um sorriso que fez a espinha de Adelina gelar.
Adelina já estava encolhida no canto da parede.
— Cora, você não pode me matar. Lá fora está cheio de repórteres. Se algo acontecer comigo, todos vão suspeitar de você!
Adelina falou com convicção.
Mas essa convicção era apenas uma tentativa de criar coragem.
Porque ela também não tinha certeza do que aconteceria.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....