Dentro do apartamento.
Bernardo olhou para a porta e foi direto:
— Deve ser o Caio. Se você não o quiser aqui, diga isso a ele você mesma.
Cora: "..."
Canalha.
Ela não sabia quantas vezes já havia amaldiçoado todas as gerações da família dele em pensamento.
Antes mesmo que Cora pudesse tentar impedi-lo, Bernardo já caminhava em direção à porta.
Logo, ele abriu a porta.
Caio entrou, carregando sua mochila.
E, exatamente como Bernardo havia dito, o menino tossiu.
Ao ouvir a tosse, Cora franziu a testa de imediato.
Ela sabia que Caio sofria dos mesmos problemas que Noelia: problemas cardíacos e asma.
Uma simples tosse, às vezes, podia ser fatal.
Cora já não seria capaz de dizer palavras duras a Caio; agora, perdeu completamente a voz.
— Tia! — Caio não a via há alguns dias e parecia um pouco tímido.
— Oi. — Cora cumprimentou-o.
Só então o menino caminhou até ela, olhando-a com doçura.
— Tia, o papai disse que a nossa casa na capital ainda não está pronta, e eu não posso ir para um hotel. Por isso, teremos que ficar na sua casa por uns dias. Tudo bem para você? — Caio perguntou de forma educada e compreensiva.
Sem forçá-la a nada.
Era uma criança absurdamente obediente e sensata.
Aquele jeito de Caio sempre a fazia lembrar de Noelia.
Ela simplesmente não conseguia dizer não.
No fim, Cora soltou um suspiro de resignação e olhou para o menino.
— Tudo bem. — Ela concordou.
Os olhos de Caio brilharam instantaneamente ao encará-la.
— É sério? — Ele quis confirmar.
Cora murmurou que sim.
— Que bom! — Caio não conteve a alegria, mas logo tossiu mais algumas vezes.
Cora entregou-lhe um copo de água:
— Beba um pouco de água!
— Obrigado. — Caio assentiu.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....