MATTHEW
Estava ao lado da minha mulher, pronto para defendê-la de quem quer que fosse. Nunca deixaria aquele lunático por poder levar Emily sem lutar. Jamais faria nenhum acordo com ele, onde ela ou qualquer membro de minha alcateia fosse moeda de troca.
Provavelmente, a loba branca acorrentada com prata era a mãe de minha companheira, e parecia que o pai estava tão acorrentado quanto ela, mesmo não possuindo correntes visíveis.
Eu jamais faria nenhuma coisa que colocasse a vida de Emily em risco, mesmo que não reagir significasse minha própria morte. Dessa forma, sabia o quanto aquele homem estava se sentindo limitado.
No entanto, não tive dúvidas de que Emily e Tyler conseguiriam derrotar aquele grupo. Anna havia comentado que nunca viu nenhum feiticeiro com as habilidades deles dois. Nesse momento, senti Austin através do nosso elo mental.
“Alfa, precisamos de sua ajuda a oeste da alcateia”.
Olhei para a batalha diante de mim sem saber como agir. Percebi Tyler trocando algumas informações com Emily e, quando ele olhou para mim, percebeu meu dilema.
“Pode ir, alfa, eu ajudarei minha irmã e não permitirei que nada aconteça com ela.” — Ele me garantiu, e eu acenei para ele, agradecendo.
“Precisarei me ausentar, mas por favor, tome cuidado.” — Avisei à minha companheira e parti em alta velocidade na direção que Austin falou.
Quando cheguei lá, a batalha entre os lobos ainda estava acirrada. Parecia que dois grupos decidiram nos atacar ao mesmo tempo. No entanto, o intuito era o mesmo: poder. Meu tio lutava pelo poder da alcateia e aqueles feiticeiros pelo poder que obteriam ao controlar os dois primeiros híbridos.
Sem uma palavra, avancei contra nossos inimigos, confiante em minha própria força e habilidade. O primeiro golpe foi rápido e feroz, com minhas garras afiadas encontrando pelagem densa em uma explosão de movimento e som. Tinha pressa para que aquele confronto acabasse rapidamente.
Percebi que a batalha se desenrolava como um turbilhão de furor e violência, com os lobos rosnando e grunhindo enquanto se atacavam com fúria implacável. Mordidas e arranhões eram trocados em um frenesi de movimento, enquanto a floresta ecoava com o som de seus rosnados selvagens.
Percebi o lobo de meu tio lutando com outro lobo inferior a ele, e aquilo me deixou irritado. Quando ele percebeu, momentos atrás, que seria derrotado, fugiu, mas agora enfrentava um lobo inferior a ele, isso se chamava covardia para mim.
Apenas quando me aproximei mais dele, notei a mulher um pouco em sua retaguarda, que parecia debilitar o lobo que meu tio enfrentava. Nesse momento, percebi que ele estava sendo auxiliado por magia.

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