Após o almoço, Nádia disse que precisava sair, e Jaqueline a acompanhou até a porta.
Nádia afirmou que tinha algumas palavras para dizer a sós com Jaqueline, então George permaneceu afastado.
— O que você quer me dizer? — Perguntou Jaqueline.
— Na verdade, não é nada demais. Eu vejo que você e George se dão muito bem, você confia nele, não é?
Jaqueline assentiu:
— Sim, ele me trata muito bem.
— Eu soube do que aconteceu ontem no restaurante. — Disse Nádia. — Você já perdoou o George?
— O Roberto já contou tudo para você? — Indagou Jaqueline.
Nádia assentiu com a cabeça.
— Então ele pediu para você vir me convencer?
— Ele está preocupado com você, por isso vim te ver, sem outro propósito.
— Seja como for, agora eu tenho uma nova vida. Espero que ele não interfira mais. Por favor, diga isso a ele por mim: independentemente de como seja meu futuro, isso é resultado das minhas próprias escolhas, não tem nada a ver com ele. Mesmo que eu faça uma escolha errada, vou assumir as consequências.
— E quanto à criança? — Nádia tocou suavemente a barriga dela. — Você já pensou que, se ele souber que você carrega um filho dele, e que esse filho pode sofrer algum dia no futuro, o quanto isso vai fazê-lo sofrer?
— Você sabe que ele vai se casar com a Ângela amanhã? — Disse Jaqueline. — Ele mesmo disse isso ontem no restaurante.
Nádia fechou os olhos com resignação e suspirou profundamente, então, os abriu devagar, com o olhar carregado:
— Quero te contar uma coisa.
— O que foi? — Perguntou Jaqueline.

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