Edson, ao ver que ela realmente parecia tranquila, acabou perguntando, num impulso quase fraternal:
— Você deixou mesmo isso pra trás?
Ele mesmo não sabia explicar, mas ele não queria que ela escondesse a dor atrás de um sorriso educado. Parecia que, se ela dissesse uma palavra de que não estava bem, ele daria um jeito de atravessar qualquer decisão só para protegê-la.
Luiza sentiu com clareza aquele cuidado sincero e acabou rindo:
— Deixei mesmo.
Ela estava vivendo bem. Muito bem. Tão bem que ela já não tinha energia, nem vontade, de se importar com as escolhas dos outros.
Se fosse conveniente, ela e Ethan talvez continuassem amigos. Se não fosse, tudo bem também. Terminar em bons termos era suficiente.
Claro que ela também não chegaria ao ponto de continuar amiga de Ethan se ele se casasse com Gabriela.
Aqueles dois já tinham passado dos limites com ela mais de uma vez. Especialmente Gabriela, que tinha tentado empurrá-la para o abismo várias vezes.
Quando viu isso, Edson enfim sossegou de verdade e fez um gesto com o queixo na direção do prato:
— Prova o bolo. Você gosta desse sabor?
Luiza ia responder por educação um simples “gosto”, mas, como ela percebeu que Edson queria mesmo saber a opinião dela, ela piscou, bem-humorada:
— Quer que eu fale a verdade?
Ao ver a expressão viva dela, Edson teve uma vontade quase automática de bagunçar o cabelo dela como se ela fosse uma irmã mais nova:
— A verdade.
O assistente entrou para entregar uns documentos e, quando viu aquele homem que sempre foi só elegância e distância, agora com um olhar inesperadamente suave, sentiu um arrepio percorrer a espinha.
Era assustador. Parecia cena de filme de terror.
Quando o assistente saiu, Luiza deu uma colherada no bolo e comentou, rindo:
— Eu adoro manga quando é fruta. Mas, quando vira outra coisa, tipo doce ou bolo, eu já não curto tanto.
Mesmo falando assim, ela continuou, colherada por colherada, até limpar o prato.
Depois de um tempo sem ouvir resposta de Edson, Luiza levantou os olhos, sem perceber, e notou que ele parecia longe dali:
— O que foi?
— Nada, não. — Edson voltou rápido para o presente, mas, quanto mais ele olhava para aquela garota na frente dele, mais a imagem dela se misturava com a de Jennifer, no passado. — Minha irmã caçula, a Jennifer, tinha o mesmo hábito que você.
Luiza sorriu de lado:
— Também era apaixonada por manga, mas não ia com a cara de bolo de manga?
Edson devolveu a pergunta:
— Você gosta de bala de manga?
— Não gosto. — Luiza respondeu sem um segundo de hesitação.
Os dedos de Edson, entrelaçados com naturalidade, começaram a se friccionar um no outro, num gesto inconsciente:
Edson insistiu:
— Você também acha que tem algo errado com ela, não acha?
Nina não tinha paciência para rodeios. Ela franziu a testa:
— Se não tivesse nada errado, você estaria me ligando agora?
E ela, muito menos, estaria batendo o pé para fazer um novo exame.
Edson conseguiu sentir a impaciência dela mesmo à distância, então ele resolveu encurtar o assunto:
— Então por que você não manda logo…
— Porque eu quero arrancar o problema pela raiz. — Nina estreitou o olhar. — Só mandar ela embora não resolve nada.
Da última vez, quando coletaram as amostras na frente de todo mundo, alguém ainda assim tinha encontrado um jeito de fraudar o processo. Se elas tentassem forçar um novo exame, sabe-se lá que outro truque iriam usar.
Se fosse para mexer nisso, era para limpar tudo de uma vez.
Se a família Frota tivesse sido limpa desde o começo, talvez Jennifer nunca tivesse sido sequestrada.
Edson ficou em silêncio por um momento. Ele não discordou. Em vez disso, ele fez a pergunta que já estava formada na cabeça dos dois:
— Se ela realmente não for… Por que o laudo deu positivo pra relação de parentesco?
De onde, afinal, tinha saído aquela amostra “certa”?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...