Gabriela quase não lidava com Nina, por isso ela não entendeu de primeira o que aquela pergunta queria dizer.
Amanda, porém, entendeu na hora. Ela segurou o pânico que subiu pelo peito, fingiu que não tinha percebido nada e ficou esperando Gabriela se entregar sozinha.
Gabriela, enfim, captou o subtexto nas palavras de Nina.
Nina enxergava tudo com uma clareza assustadora. Mesmo sem ter o quadro completo, ela já tinha percebido que aquilo era coisa da Amanda.
Só que Gabriela estava nas mãos de Amanda. Ela não tinha escolha a não ser fingir que não tinha compreendido:
— Mana, o que… O que você quer dizer com isso?
Nina nem chegou a olhar pra ela de novo. Ela manteve o tom calmo, mas com um peso que enchia o ambiente, focando o olhar em Amanda:
— Ela pode até não ter entendido. Mas você entendeu, né?
— Mana… — Amanda tinha medo de Nina no fundo da alma. Ela apertou as unhas contra a palma da mão, forçou um sorriso e perguntou. — Eu também não faço ideia do que você tá falando.
Ao ouvir aquilo, Nina não mudou a expressão. Ela apenas assentiu, pensativa, antes de decretar:
— Então, nesses dois dias, vocês duas vão ficar quietas no quarto. Ninguém sai pra lugar nenhum.
Assim que ela terminou, dois empregados se aproximaram para conduzir Amanda e Gabriela escada acima à força, em uma espécie de prisão domiciliar disfarçada.
Amanda, obviamente, não aceitou.
Se ela fosse trancada ali agora, como é que o resto do plano ia seguir?
— Com que direito? Com que direito você vai me prender? Eu vou ligar pro papai agora. Eu chamo a polícia agora!
— Ótimo. — Nina deu um sorriso breve. — Aí você vê se, quando a polícia chegar, eles vão investigar você primeiro… Ou a mim.
Os dedos de Amanda tremeram em volta do celular.
Gustavo já tinha chegado em Gabriela. Nina já tinha ido direto nela. Pra polícia achar provas, era só questão de tempo.
— Tá bom, eu volto pro quarto!
Amanda, furiosa, deu um pisão no chão, livrou‑se do toque do empregado e subiu as escadas por conta própria.
Enquanto Ethan não a decepcionasse, as coisas ainda poderiam seguir exatamente como ela tinha planejado.
Quando Gabriela viu que Amanda não reagia mais, ela teve ainda menos coragem de abrir a boca. Ela lançou um olhar ressentido para Nina e subiu atrás dela, voltando pro próprio quarto.
Nina fez um pequeno gesto com a cabeça para um dos empregados:
— Nesses dois dias, vocês não deixam nenhuma das duas sair. E cortem o sinal de celular e de internet dos dois quartos.
— Sim, senhora.
O empregado aceitou a ordem e saiu.
Quando a sala voltou a ficar em silêncio, Cauã finalmente olhou para Nina de lado:
Nina não respondeu em voz alta. Ela só inclinou levemente a cabeça, como se dissesse “não é tão lento assim”.
Cauã não conseguiu mais ficar sentado. Ele se levantou num pulo, empolgado:
— Então a Jennifer muito provavelmente é alguém bem próximo da Noemi?
Nina voltou a assentir.
A conclusão, a essa altura, já estava desenhada.
O sono de Cauã sumiu na hora. Ele puxou o celular do bolso enquanto falava:
— Vou mandar o pessoal levantar agora a ficha da nora da Noemi. Idade, nome completo, tudo.
— O quê que você falou? — A testa de Nina chegou a latejar.
Cauã já tinha colocado a chamada pra discar. Ele nem teve tempo de responder. Ele começou a passar as instruções com calma pro outro lado da linha.
Nina só pôde se render. À primeira vista, Cauã até parecia bem esperto. Não era burro. Mas, quando alguém olhava de perto, a impressão mudava rápido.
Ela ainda estava ruminando isso quando o celular vibrou dentro da bolsa. Assim que ela viu o nome na tela, aquela mulher que quase nunca deixava transparecer emoção nenhuma mostrou um traço de nervosismo.
Ela endireitou a postura, pigarreou, e só então atendeu com um leve toque no visor:
— Luiza, o que aconteceu?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...