Ethan chegou à empresa e subiu direto para a sala no último andar.
Quando ele entrou, Gustavo estava em pé diante da janela, olhando lá pra baixo, para o movimento da rua.
Ethan foi só até a área do sofá e parou ali mesmo.
— Veio falar de quê comigo?
Ao ouvir a voz dele, Gustavo virou devagar. Nos olhos negros dele, era impossível decifrar qualquer emoção.
Ele encarou Ethan por um bom tempo, só então abriu a boca:
— Você lembra como foi a primeira vez que você viu a Luiza?
No caminho de volta, Ethan tinha imaginado mil conversas, mil possíveis cenas entre ele e Gustavo. Só não tinha pensado que o amigo fosse começar por essa pergunta.
Ele ficou um instante sem reação.
A primeira vez que ele tinha visto Luiza…
Se ele deixasse de lado o acidente de carro de tantos anos atrás, Ethan de fato mal conseguia puxar a lembrança.
Naquela época, ele só a via como a irmãzinha do amigo, uma menina da casa de conhecidos. Ele não tinha parado pra gravar aquele momento.
Ele só se lembrava de que, toda vez que se encontravam, Luiza chamava o nome dele, rindo:
— Ethan!
Os olhos dela se curvavam, brilhando, e as duas covinhas no canto da boca apareciam fundas, deixando ela doce e fofa.
Quando Ethan voltou a si, a expressão dele já estava neutra:
— O que exatamente você quer dizer com isso?
— Entre a gente, no nosso grupo, você era a pessoa em quem ela mais confiava. — Gustavo respondeu, girando entre os dedos um cigarro ainda apagado. — Logo na primeira vez, ela foi toda aberta, toda simpática com você.
— Mais tarde, quando ela quis sair da família Marques, quando ela decidiu procurar um porto seguro, a primeira pessoa em quem ela pensou também foi você. — Ao dizer isso, Gustavo soltou uma risada baixa. — Você não faz ideia, mas agora, com a Noemi envenenada, ela também escolheu acreditar em você.
Ao ouvir aquilo, Ethan teve um leve sobressalto, depois respondeu, calmo:
— Gustavo, isso não combina com você.
— O quê?
— Vir apelar pro lado sentimental. Isso não é o seu estilo. — Ethan cortou, certeiro, com um leve frio no olhar.
Gustavo quebrou o cigarro no meio e o jogou no lixo ao lado. Ele deu um sorriso gelado:
— Você quer que ela veja esse seu lado ridículo? Quer que ela descubra que foi justamente a pessoa em quem ela mais confia que envenenou quem é mais importante pra ela?
Por um segundo, algo vacilou dentro de Ethan. Mas, logo em seguida, ele voltou ao tom distante de sempre:
— Você acreditando ou não, tanto faz. O fato é que eu não fui o responsável pelo veneno.
Gustavo estreitou os olhos, incisivo:
— Mas o antídoto está na sua mão.
Mas Gustavo já esperava a reação. Ele só inclinou o corpo de leve e se esquivou com facilidade.
— Tá nervoso por quê? Você mesmo não acabou de dizer que nenhum de nós é melhor que o outro?
— Eu não tive paciência de ir atrás de antídoto complicado. — Gustavo explicou, rindo sem humor. — Esse veneno, se não tomar o antídoto em três horas, nem Deus resolve.
— Eu troco. — Ethan puxou o ar bem fundo e se rendeu. — Eu troco com você.
Quando o assunto era frieza e crueldade, ele sabia que perdia feio para Gustavo.
Gustavo lançou um olhar rápido para Leonardo, que estava logo atrás dele. Leonardo, então, avançou alguns passos e entregou um pequeno frasco de vidro:
— Ethan, tá aqui.
Ethan pegou o frasco. Imediatamente, Leonardo estendeu a palma da mão, à espera.
Quando ele percebeu que Ethan não se mexia, Leonardo entendeu na hora e o lembrou, seco:
— Ethan, se o senhor não entregar o antídoto agora, em três horas não tem como esse frasco chegar a tempo nas mãos da Dona Paula.
Ethan cerrou os dentes:
— Aqui é o Grupo Soares.
— O Grupo Soares fica na Cidade A. — Leonardo retrucou.
E a Cidade A era território da família Marques.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...