Gustavo desligou o celular, virou-se e voltou para o escritório. Quando ele ia fechar a porta de vidro da varanda, levantou os olhos e viu Luiza ali dentro, sem que ele soubesse ao certo quando ela tinha entrado.
Mesmo assim, ele não chegou a se surpreender muito.
Mimada por toda a família como se fosse um tesouro, Luiza tinha travado meio mundo em casa só para conseguir, a duras penas, roubar de Leonardo a tarefa de trazer café para ele. Enquanto ela colocava a xícara sobre a escrivaninha, ela perguntou, intrigada:
— O que aconteceu? Que conversa é essa de “sem peso na consciência”?
Ela tinha entrado bem no meio da ligação e só tinha pegado meia dúzia de palavras soltas.
Mas ela tinha percebido, com facilidade, que o tom de Gustavo não estava nada bom; pelo contrário, ainda tinha um quê de raiva contida.
Quando Gustavo olhou para ela, o aperto incômodo que ele sentia no peito se dissolveu um pouco. Em compensação, a dor que ele sentia por ela só aumentou.
Ele se aproximou em poucos passos e bagunçou de leve os cabelos dela:
— O que poderia ter acontecido? Não aconteceu nada, não.
Ele não ia deixar que mais nada acontecesse com ela.
Quanto à família Frota, tanto fazia o que eles pensavam, no fim das contas.
Se eles resolvessem tratá-la com a consideração que ela merecia, ele até achava ótimo que ela tivesse mais gente boa ao redor.
Se não, se eles voltassem a decepcioná-la, pouco importava se Luiza escolheria reconhecê-los como família ou não. Ele não ia insistir em nada.
Qualquer que fosse o desfecho, ele seria sempre a saída segura dela.
Luiza, sem saber por quê, escutou algo de “carinho para acalmar criança” no tom dele. Ela sustentou o olhar do homem, desconfiada:
— Mesmo? Não aconteceu nada?
Ela sentia, lá no fundo, que tinha acontecido sim — e que, de algum jeito, tinha a ver com ela.
Gustavo não desviou o olhar. Ele hesitou por um instante e perguntou:
— Pra você, hoje, qual é a coisa mais importante?
Sem entender por que ele vinha com aquela, Luiza ficou parada por um segundo.
Antes desse bebê, a coisa mais importante, para ela, era descobrir a verdade sobre a morte dos pais adotivos e fazer justiça por eles. Depois, tinha surgido outro objetivo: descobrir de onde ela vinha e encontrar os pais biológicos.
Mas, na noite anterior, quando a dor no ventre veio rasgando, parecia que tudo isso tinha sido apagado, restando só um pensamento: que o filho dela conseguisse chegar vivo a este mundo.
Ela queria ser uma boa mãe.
Ela queria ter uma família, queria ter um filho com Gustavo.
Talvez ela fosse um pouco egoísta, mas, até o bebê nascer, ela não queria mais colocar a vida da criança em risco por nada. Antes de qualquer outra coisa, ela só queria proteger o próprio filho.
Pensando nisso, ela voltou a erguer o rosto para Gustavo:
— Claro que é o bebê.
Quando ele terminou a cirurgia e voltou ao consultório, o sol já estava se pondo.
— Olha só, depois de hoje você vai ser o presidente da empresa, não é mais médico disponível pra eu recrutar na marra. — Brincou o médico que tinha passado mal, meio sem forças, jogado na cadeira giratória. Ao ver Cauã entrar, ele ainda arrumou fôlego para provocá-lo.
Cauã não se constrangeu nem um pouco. Ele pegou o copo de água em cima da mesa, bebeu um gole e, só então, respondeu com calma:
— Fica tranquilo. Com meu pai sentado lá em cima, não é tão simples assim eu virar presidente.
Edson tinha ralado no grupo a vida inteira e continuava como vice. De onde ia sair um cargo de presidente sobrando para cair no colo de Cauã?
De repente, bateram à porta. Era o estagiário recém-chegado do RH:
— Doutor Cauã, falta só mais uma assinatura aqui. Aí o processo de desligamento fica concluído.
— Tá bom. — Respondeu Cauã.
Ele largou o copo, deu passos largos até a porta e estava prestes a pegar os papéis da mão do estagiário quando algo, no canto do olho, chamou a atenção dele. O corpo inteiro dele travou de repente.
No exato segundo em que os olhares se cruzaram, ele viu o espanto passar pelo rosto de Lilian como um relâmpago.
Mas, em questão de instantes, ela já tinha recuperado o velho ar de quem não estava nem aí pra nada. Ela ergueu os lábios pintados de vermelho e cumprimentou, com uma leveza quase debochada:
— Que coincidência.
E, sem esperar que ele respondesse, ela simplesmente girou nos calcanhares e foi embora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...