Dentro do quarto, depois de aplicar as agulhas, Luiza se sentou na mesma cadeira de sempre, ao lado da maca.
Os pesados cortinados impediam que o sol entrasse, mas, por algum motivo, ela ainda assim se sentia aquecida por dentro, inteira solta e em paz.
Quando ela abaixou o olhar e encontrou os olhos firmes e ao mesmo tempo carinhosos de Íris, ela achou que tinha descoberto a razão.
Naquele momento, estavam só as duas ali. Íris não queria que ficasse nenhum nó entre elas e, por isso, tomou a iniciativa de perguntar em voz baixa:
— Se você tiver se sentido mal com tudo isso, pode falar. Quando o Callum chegar mais tarde, eu faço ele puxar ainda mais a orelha dele.
Esse “ele” do fim, é claro, era o Durval.
O Sr. Callum tinha saído com a Sra. Patrícia para visitar um velho companheiro de guerra em estado terminal e só voltaria mais tarde para casa.
— Se eu me senti mal… — Luiza pensou um pouco e acabou assumindo com um sorriso. — Um pouco, é lógico que sim. Mas também deu pra ver que o Sr. Callum foi bem rígido e justo com ele.
Tirar todos os cargos de Durval, para ele, não era muito diferente de arrancar das mãos tudo o que ele ainda controlava. Para quem tinha mandado e desmandado a vida inteira, aquilo seria um tombo e tanto.
Íris se comoveu com a maturidade de Luiza:
— Só “um pouco”?
— É, de verdade, só um pouco. — Luiza riu de leve e ainda fez piada. — Até porque eu tô grávida. Não é hora de ter grandes crises emocionais.
Íris lançou um olhar fingidamente reprovador, e, depois de medir o estado de espírito dela, deixou o assunto de lado. O olhar dela desceu, suave, para a barriga de Luiza:
— E o bebê, tá comportado? Já tá te dando trabalho?
Luiza percebeu aquele olhar e sentiu o nariz arder sem aviso.
Se a mãe dela soubesse que ela estava grávida, será que a olharia do mesmo jeito? Com aquela doçura cheia de expectativa e, por trás, uma pontada de preocupação?
Ela virou o rosto, respirou fundo para engolir a emoção e só então sorriu, meio rendida:
— Nada. Tô comendo bem, dormindo bem, e ela também é tranquila. De vez em quando só me dá uns chutinho de leve.
Até ela mesma estava surpresa. Os enjoos e o resto dos sintomas da gravidez tinham simplesmente sumido nos últimos dias. Fora a barriga maior, ela quase não sentia diferença em relação a antes de engravidar.
Íris pareceu mais tranquila e o olhar dela transbordou ternura. Ela perguntou, rindo:
— E quando ela te chuta, você não sente dor nenhuma, sente?
— Como é que a senhora adivinhou? — Os olhos de Luiza brilharam. — Quando ela mexe, eu só fico mais tranquila ainda.
— Então deixa o Cauã te acompanhar até lá embaixo. Quando a Nina voltar da viagem, a gente passa lá pra te ver.
Ele falou isso e levantou o queixo na direção de Cauã.
Cauã aceitou na mesma hora:
— Ordem dada, ordem cumprida.
Luiza ia dizer que podia descer sozinha, mas, no meio do caminho, pareceu mudar de ideia, talvez lembrando de alguma coisa:
— Obrigada, Cauã.
Os dois entraram no elevador, um à frente do outro. Cauã pigarreou, pensando em como puxar assunto, mas Luiza se adiantou:
— Cauã, você saiu mesmo do hospital?
Cauã ficou surpreso:
— A Lilian te contou?
— Foi o Gustavo. — Luiza apertou os lábios e, já que tinha tocado no assunto, resolveu ser totalmente clara. — Ele também me disse que você pediu demissão pra tentar reatar com a Lilian.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esquece, Ethan! A Senhora Está Noiva do CEO Mais Poderoso
a história está se perdendo, a autora deveria se atentar! ja esta ridículo, péssimo de ler...
ja esta a mais de 200 capítulos com todo mundo, menos a Luiza, sem saber quem é a família biológica. Muita enrolação...
Perdendo o estímulo pra acompanhar, Tá muito cansativa a estória, excluiu vários e está envolvendo outros personagens para sustentar. Mas está sem graça. Melhor finalizar....
Esse livro é uma desgraça, desistindo. Quem escreveu precisa se aposentar....
Mas que chatice! Toda vez essa enrolação, fala que vai oficializar o divórcio tem 50 capítulos já! Saco!...
Nos capítulos 300 e pouco parece que a história perde a consistência. Lilian parece ter esquecido algumas coisas sobre Luiza e Gustavo. Ale disso muitas coisas acontecem de forma forçadamente conveniente e até pouco criativas. Tá difícil continuar....
A história tem um plot super interessante, porém a experiência é estragada com 50 capítulos que são pura enrolação, 50 capítulos que não precisavam existir porque já descrevem tramas que apareceram e foram resolvidas, a formatação da capítulos é sofrível com diálogo sendo divididos em capítulos minúsculos e estragando o ritmo narrativo e o aparente abandono dos personagens principais no final da história. Poderia ser uma excelente, mas a execução e o layout estragaram tudo...
A história era da Luiza, do Ethan e do Gustavo, agora, parece, que a autora se perdeu.... Eles nem aparecem na história. O que está escrevendo seria material para um outro livro. Se eu dissesse que é meu ridículo, estaria errada.... é totalmente ridículo!...
Capítulo 787 e do nada agora precisa pagar para ler, esqueceram a Luiza que pasmem ainda está grávida, não sabe sobre a família verdadeira, não fala de casamento com o Gustavo e a Nina não divorciou. O enredo da história é ótimo a intenção foi ótima, a execução foi péssima, a história enrola mto, um vai e volta no passado que chega a dar ânsia, mtos capítulos eu passei direto pq aquele vai e volta aquela explicação dava dor de cabeça, fora que a forma como falam dos personagens até quando falam das roupas, da fisionomia deixam mto a desejar. Agora q história tá focada na Nina, gente que livro ruim...
comecei a ler pq amei como a luiza era esperta e bem resolvida. agora ela tá completamente infantil. o problema dessa história é as pessoas não abrirem a boca pra falar, acham que os outros tem bola de cristal ou são videntes. coisa chata...