Ângela viu que o olhar de Júlio para ela finalmente não era mais totalmente frio. Após a explosão de raiva, sua respiração foi se acalmando aos poucos.
Lágrimas escorriam pelos cantos de seus olhos. Em seu rosto pálido, havia apenas desamparo e uma expressão lamentável.
— Uma irmã com quem você nunca conviveu é tão importante assim para você?
Júlio não confirmou nem negou, permanecendo em silêncio.
— Só para agradar a Yolanda, você vai me jogar fora como lixo num país estrangeiro para eu me virar sozinha? Então é melhor me matar logo. Quem sabe assim a Yolanda não fique mais satisfeita.
— ...
Júlio ficou sem palavras diante das acusações de Ângela.
Mas depois de um tempo, ele falou: — Desde que você não provoque mais a Yolanda e não apareça mais, ela não fará nada contra você.
— Você está errado.
Ângela olhou no fundo dos olhos de Júlio: — Até você sabe muito bem que, se quiser essa irmã, não pode continuar comigo... Você acha que a Yolanda vai te perdoar?
— Quer ela me perdoe ou não, eu sou o irmão biológico dela.
Júlio desviou o olhar de Ângela.
As palavras dela mexeram com ele, tocando em sua dor e em seus medos.
— Por favor...
Ângela aproveitou o momento de hesitação do homem e levantou-se bruscamente, abraçando-o.
— Por favor, não me mande embora. Eu só quero ficar ao seu lado. Eu só quero recomeçar com a pessoa que eu gosto.
— ...
Júlio hesitou e, num impulso impensado, levantou a mão como se fosse abraçá-la também.
Mas no último instante, a razão voltou. Ele a empurrou e usou o telefone interno para chamar o assistente e os seguranças.
— Levem a Srta. Ângela para descansar.
Ângela ainda chorava com os olhos vermelhos, mas depois de todo o tumulto, ela parou de fazer escândalo.
Júlio olhou para a mulher e sua compaixão aumentou: — Você pode impor suas condições. Desde que sejam razoáveis, farei o possível para atendê-las.


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