Brenda esperou mais um pouco e, quando a respiração dele se estabilizou, finalmente começou a retirar a mão, centímetro por centímetro.
Mas, dessa vez, ela não teve pressa em sair. Pelo contrário, deu leves tapinhas nas costas do homem.
Com o consolo de Brenda, o cenho franzido de Antônio foi se suavizando, como se ele tivesse reencontrado a paz.
Brenda, deitada ao lado de Antônio, acabou sendo vencida pelo cansaço avassalador.
Não se sabe quanto tempo se passou, mas, justo quando Brenda estava prestes a cair no sono profundo, uma voz rouca soou de repente em seu ouvido:
— Brenda?
— Hum?
Brenda travou, levando alguns segundos para processar e se levantar.
— Você acordou?
— O que você...
Antônio olhou para a posição em que estavam.
Brenda estava deitada ao alcance de sua mão, usando o braço dele como travesseiro. A cena não poderia ser mais ambígua.
— Não entenda mal! Você teve um pesadelo e eu vim ver como estava.
Brenda se adiantou, com medo de que ele a acusasse de algo, e recolheu as mãos imediatamente para demonstrar sua inocência.
Antônio, no entanto, agiu de forma atípica e não começou uma discussão.
— Desculpe. Atrapalhei seu descanso.
— Que pedido de desculpas mais... Se tivesse medo de me atrapalhar, não me deixaria aqui cuidando de você.
Brenda resmungou baixinho, mas Antônio ouviu cada palavra.
Aquele pingo de ternura que ele sentia foi instantaneamente destruído por ela.
— É verdade. Afinal, você veio para cuidar de mim. Estou com sede, vá pegar um copo d'água. Morna. Nem muito fria, nem muito quente.
— ... Você é impossível.
Brenda sabia que Antônio nunca facilitaria a vida dela de verdade.
Mesmo assim, ela obedeceu a contragosto.
Mas, quando voltou com a água, Antônio já tinha virado para o lado e dormido.
Ela teve vontade de acordá-lo, mas, lembrando de como o sono dele parecia agitado antes, seu coração amoleceu novamente.
Deixou a água na mesa de cabeceira. Brenda também estava exausta; deitou-se e dormiu direto até o amanhecer.
Antônio soltou um "hum" e não disse mais nada.
O café da manhã era simples, mas Brenda comeu com gosto.
Era raro ela e Antônio se sentarem frente a frente para comer em tamanha paz e harmonia.
Brenda achou que teria o trabalho de ser motorista o dia todo, mas, para sua surpresa, Antônio havia chamado um carro por aplicativo.
Ela não precisava fazer nada, apenas sentar no banco de trás e acompanhá-lo.
— A viagem leva duas horas. Você não dormiu bem ontem, pode continuar dormindo um pouco.
Assim que entraram no carro, Antônio falou.
O coração de Brenda falhou uma batida. Ela ia soltar uma ironia por hábito, mas as palavras morreram em sua garganta.
Será que ele atrasou a saída só para deixá-la dormir mais um pouco?
— Aonde vamos, afinal? Agora já pode me contar, né?
Antônio ficou em silêncio por um momento e disse em voz baixa:
— Ver meus pais.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu, A Dama Rica Renascida Após O Divórcio
KD as atualizações??...