Provavelmente por ter tanta habilidade com a faca, os movimentos de Jaime ao cortar a carne bovina eram tão ágeis que pareciam um espetáculo, fazendo Brenda ficar paralisada por alguns segundos sempre que dava uma olhada.
Talvez nem um chef de alto nível exibindo suas técnicas conseguisse fatiar pedaços de carne tão uniformes.
Brenda terminou de preparar os acompanhamentos e começou a temperar. Sempre que ela ficava na ponta dos pés para alcançar os potes nos armários altos, Jaime esticava o braço e os pegava para ela primeiro.
A sintonia dos dois era como se já morassem juntos há muito tempo.
.........
Logo a carne de panela já estava cozinhando, e a cozinha inteira se encheu de um aroma delicioso.
A tábua também estava cheia de ingredientes picados com perfeição.
De repente, a campainha tocou.
Brenda, que tentava preparar uma bebida seguindo uma receita na internet, foi interrompida e caminhou até a porta muito confusa.
Pelo olho mágico, ela viu o rosto de Antônio Leite.
O homem segurava algo nas mãos, que parecia ser uma caixa de bolo.
Brenda olhou para trás, para Jaime que ainda estava na cozinha, e hesitou um instante antes de abrir uma fresta da porta.
— Diretor Leite, o que faz aqui?
— Vim filar o jantar.
Antônio sorriu de canto e, no instante em que terminou de falar, farejou o ar.
— Cheguei em boa hora? Você preparou um banquete? Que cheiro maravilhoso.
— Não é nenhum banquete...
Vendo que Antônio tentava se espremer para entrar, Brenda bloqueou a passagem rapidamente.
— Diretor Leite, você precisa de alguma coisa?
— Preciso sim.
Antônio bufou, erguendo o bolo que tinha nas mãos.
— Celebrar sua promoção.
Brenda franziu a testa.
— Diretor Leite, agradeço a gentileza, mas você ainda não está totalmente recuperado. Não precisava se incomodar por mim, por que você não...
— Brenda, você não tem coração? Já estou aqui, não vai bater a porta na minha cara agora, vai?


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