Com isso, o crime de Wilma estava provado!
— O que você pretende fazer?
— Chamar a polícia — Lúcia respondeu sem hesitar. — Drogar alguém de propósito já é um crime!
Ela era advogada, sabia como fazê-la pagar!
Ela ia fazer Wilma ir para a cadeia!
Ele assentiu levemente.
— Precisa da minha ajuda? Com a polícia ou o tribunal, eu posso...
— Não precisa — Lúcia o interrompeu. — Você já me ajudou muito. O resto, eu mesma posso resolver.
— Certo — ele assentiu, tomando um gole de café. — Se precisar, é só pedir.
— ...Obrigada.
Lúcia agradeceu em voz baixa, seu coração um turbilhão de emoções.
Aquele homem...
Ela não conseguia entendê-lo.
Ela queria manter distância dele, mas na noite anterior, ainda o mordeu daquele jeito...
Sério...
Ia enlouquecer.
O café da manhã sem sabor finalmente terminou.
O motorista já esperava na porta da vila.
— Eu te levo de volta — André pegou o casaco e disse a Lúcia.
— Não se incomode, Sr. Vieira. Eu posso pegar um táxi — Lúcia recusou rapidamente.
André não parou, caminhou diretamente para a porta do carro, seu tom calmo, mas inquestionável:
— Vamos, é no caminho.
Lúcia: ...
O Grupo Biovante e seu escritório ficavam em direções opostas.
Que tipo de caminho era esse?
Mas vendo que ele já havia aberto a porta do carro e esperava, Lúcia sabia que recusar mais seria fazer cerimônia, então entrou no carro, de cabeça baixa.
...
Enquanto isso, na Capital.

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