Havia um buraco no tronco da árvore — ela o tinha cavado quando era criança.
Mas quando ela estendeu a mão para dentro e tateou, não encontrou nada.
Helen recuou um passo e olhou novamente para o bilhete.
"Lugar antigo. Sob a acácia. Encontre a resposta."
Ela o encarou por alguns segundos, então, de repente, se lembrou.
Quando era pequena, toda vez que voltava para casa, Victoria caminhava até a parte de trás da árvore e desenterrava um pequeno pote debaixo das raízes.
Dentro do pote havia doces que a própria Victoria fazia.
Eram doces, mas suaves para os dentes.
Aquele era o seu favorito.
Helen caminhou para trás da árvore e agachou-se, estudando as raízes.
Após alguns segundos, notou algo diferente.
Uma raiz estava mais escura que as outras, como se tivesse sido tocada muitas vezes.
Ela estendeu a mão e tateou por baixo dela. Havia um pequeno sulco — espaço suficiente para um dedo.
Ela o enganchou e puxou.
A raiz se soltou.
Por baixo dela, era oco.
Dentro estava uma caixa de metal.
Não era grande. O material parecia especial — uma caixa prateada e selada, à prova d'água e resistente à corrosão.
Também havia um cadeado nela.
Helen tentou primeiro o aniversário de Victoria.
Não funcionou.
Então tentou o dela.
Clique.
O cadeado se abriu.
Seus cílios tremeram levemente.
Ela olhou para a caixa, respirou fundo e a abriu.
Dentro, havia apenas duas coisas.
Um minúsculo drive de armazenamento preto, não maior que uma unha, gravado com o emblema de Dracovia.
E um frasco de vidro cheio de um líquido azul brilhante.
Helen congelou por um momento.
Ela pressionou os lábios e estendeu a mão...
Mas, de repente, sua expressão mudou.
Alguém estava atrás dela.
Tão perto que ela podia sentir sua respiração.
Essa pessoa se aproximou por trás dela sem fazer o menor som.
Isso significava apenas uma coisa — ele era extremamente poderoso.
Helen não hesitou. Ela girou instantaneamente, com a mão atacando.
Uma agulha apareceu entre seus dedos.
Ele caminhou e sentou-se no banco de pedra, tomando outro gole. "Conte-me o que aconteceu naquela ilha."
Helen não escondeu nada. Ela contou tudo a ele — sobre o Laboratório Noctis, a ilha e tudo o que havia ocorrido.
Milton ouvia enquanto bebia.
Depois que ela terminou, houve um curto silêncio. "Velhote..." Helen disse baixinho. "A vovó tinha alguma conexão com o Laboratório Noctis?"
Milton não respondeu.
Helen insistiu. "A morte dela teve algo a ver com eles?"
Os olhos de Milton escureceram.
Ele permaneceu em silêncio por um longo tempo.
O vento sussurrava através da velha acácia.
Finalmente, ele pousou a garrafa e olhou para ela. "Nós, os velhos, nunca quisemos você envolvida com o Laboratório Noctis."
Sua voz carregava um traço de dor. "Victoria também não queria que você abrisse essa caixa.
"Mas ela também sabia que este dia chegaria.
"Ela não queria que você a abrisse, mas também esperava que você a abrisse logo.
"Porque o que está aí dentro diz respeito ao futuro de toda Dracovia."
Helen apertou a caixa com mais força, os lábios cerrados.
Milton deu outro gole e suspirou. Finalmente, ele falou, revelando um segredo enterrado por décadas: "Ela nunca foi apenas uma senhora comum do campo.
"Trinta anos atrás, ela era a engenheira-chefe do projeto ultrassecreto de Dracovia.
"Recombinação genética e engenharia neural."

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