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Faltam 30 dias para eu ir embora — Sr. Gabriel perdeu o controle romance Capítulo 1018

O que Eurico não esperava era que, ao chegar ao reservado, não encontrou Beatriz, e sim um homem sentado à sua espera.

— Quem é você? — Perguntou com o cenho franzido. — Essa sala foi eu quem reservou.

— O senhor é Eurico, não é? — Perguntou o segurança com calma. — Sente-se, por favor. Vim representando a senhorita Beatriz.

A desconfiança estampou-se de imediato no rosto de Eurico. Ele olhou o homem de cima a baixo, sem esconder a suspeita.

Para confirmar, discou o número de Beatriz e, para sua surpresa, o celular realmente tocou. Mais ainda: foi atendido.

— Você... Você está com o chip da senhorita Beatriz? Onde conseguiu isso? — Indagou, cada vez mais desconfiado.

— Naturalmente, estou autorizado a agir em nome dela, com plenos poderes. — Retrucou o segurança, sem se abalar.

Eurico ainda vacilava, estreitando os olhos.

— Você afirma que a representa. Mas como posso ter certeza?

Do outro lado, acompanhando tudo pelo fone de ouvido, Karine quase riu diante da insistência dele.

— Hmph... Diga a ele o seguinte: acredite se quiser. Se não acredita, a conversa acaba agora mesmo. Afinal, há mais de uma centena de pessoas na fila para vê-lo. — Instruiu Karine.

O segurança transmitiu a mensagem, mas em tom mais suave.

— Senhor Eurico, se não confiar, não tem problema. Pode ir embora agora mesmo. Ainda tenho mais de cem pessoas aguardando para falar comigo.

As palavras fizeram Eurico hesitar. Ele se inclinou para a frente e retrucou com voz grave:

— Mais de cem pessoas? Quem são eles?

Karine respondeu, e o segurança transmitiu:

— Assim como o senhor, são donos de empresas. Desde grandes grupos como a Vale Verde e famílias influentes, até pequenas companhias sem nome no mercado.

Ao ouvir aquilo, o coração de Eurico disparou.

“O quê? Até Vale Verde estava tentando contato com a ex-esposa do senhor Gabriel?”

Logo depois, pensou consigo mesmo:

“Na verdade, é natural. Afinal, quem não gostaria de fechar negócios com a família Pereira? Vale Verde pode até ter outros projetos com os Pereira, mas é óbvio que busca arrancar mais benefícios.”

Se havia centenas de empresários atrás de Beatriz, então não havia por que duvidar.

A sensação de ter sido enganado tomou conta de Eurico. O rosto dele se fechou numa expressão sombria.

Levantou-se de súbito e disparou em tom ameaçador:

— Ora, vocês não têm nada a ver com a senhorita Beatriz! Acredita que não? Pois eu chamo a polícia agora mesmo e mando prender esse farsante!

Dito isso, puxou a porta do reservado com uma mão enquanto, com a outra, abria a tela de discagem do celular.

Mas, mal girou a maçaneta, congelou: do lado de fora, havia quatro ou cinco homens enormes, vestidos de preto, bloqueando a saída.

Um calafrio percorreu-lhe a espinha. O pânico tomou conta dele. Só então compreendeu que havia caído numa armadilha.

Tentou correr, mas os seguranças avançaram de imediato, empurrando-o de volta para dentro.

— Socorro! — Berrou Eurico, desesperado, na esperança de que algum garçom viesse em seu auxílio.

Em vão. A porta se fechou com estrondo, abafando seus gritos. Ninguém apareceu para ajudá-lo.

Num piscar de olhos, os homens o dominaram. Amarraram-lhe braços e pernas com brutal eficiência e o jogaram sem cerimônia no canto mais escuro do reservado.

Eurico jazia ali, completamente humilhado e sem qualquer saída.

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