— Tenho certeza de que você despreza minha filha do fundo do seu coração!
— Que tipo de filha bem-educada seria tão extravagante, gastando mais de um milhão em um anelzinho desses?
As duas começaram a discutir no meio da loja, e Serena mal conseguia conter o riso. Olhando para Ângela, seu rosto estava vermelho e pálido, uma mistura de constrangimento e humilhação.
— Você fez isso de propósito, para me envergonhar! — Ângela fuzilou Serena com os olhos.
Serena achou graça.
— Eu não imaginava que a família dele seria tão mesquinha a ponto de não querer te comprar um anel.
— Do que você se orgulha, Serena? O Xavier não te quer mais, a Família Marques não vai mais fazer um casamento para você. O que você está fazendo aqui? Fica olhando, escolhendo... você realmente pretende comprar alguma coisa? Não se acha uma piada? — Ângela zombou.
Serena esperou que ela terminasse, sorriu e entregou o anel caríssimo para a vendedora.
— Vou levar este. Pode passar o cartão.
Dizendo isso, Serena entregou um cartão de crédito preto à vendedora.
Felipe tinha lhe dado, dizendo que se ela não gastasse o dinheiro dele, ele pensaria que sua esposa não batia bem da cabeça.
Para provar que sua cabeça estava ótima e que ela não era falsamente modesta, ela gastou.
— Ha, ela vai mesmo comprar. E passar o cartão! Será que tem tanto dinheiro assim no cartão? — Wilma riu.
Graciela também riu.
— Será que ela não ouviu direito? Entendeu cento e sessenta e dois reais em vez de um milhão e seiscentos e vinte mil?
As duas achavam que era uma piada. Teria sido engraçado, mas quando a vendedora passou o cartão, emitiu todos os recibos e entregou o anel junto com os documentos para Serena, a piada perdeu a graça.
Serena, para não decepcioná-las, pegou o anel e o colocou em seu dedo, exibindo-o para elas.
— Ficou lindo, não acham?
Wilma rangeu os dentes.
— Você... de onde você tirou tanto dinheiro? Não me diga que arrancou do meu filho?
— Se o seu filho se vendesse, ele teria tanto dinheiro assim? — Serena ergueu uma sobrancelha.
O poder na Família Marques ainda não estava nas mãos de Xavier, então ele realmente não tinha muito dinheiro.
"Durante o horário de trabalho, é proibido assediar homens de família."
"Onde foi que eu te assediei? Você está imaginando coisas."
"Você sabe o que eu estou pensando?"
"Não sei."
"Sabe sim."
"Então... eu vou aí te encontrar?"
"Estou em uma reunião."
Serena quase teve um treco, mas ao imaginar Felipe, todo sério em uma reunião, conversando sobre isso com ela em particular, ela teve vontade de rir.
Saindo da joalheria, Serena dirigia de bom humor em direção à Sol Dourado.
Ao passar por uma esquina, um carro branco saiu de repente de uma viela e veio direto em sua direção!

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