O homem caminhava para fora, desolado, quando tropeçou e caiu sentado no chão.
Seus olhos ficaram ainda mais vermelhos, e as lágrimas começaram a brotar.
— Gerente Leite, o senhor está bem?
Olívia correu para ajudá-lo, mas ele estava mole como uma poça de lama e ela não conseguia levantá-lo.
Olhando para o homem à beira das lágrimas, Olívia perguntou, sem jeito:
— O que o Diretor Costa fez com o senhor?
Ao perceber o duplo sentido da pergunta, ela se corrigiu rapidamente.
— O Diretor Costa brigou com o senhor?
O Gerente Leite balançou a cabeça.
— O Diretor Costa não brigou comigo.
— Não me diga que ele o agrediu?
— Claro que não.
— Então?
— O Diretor Costa me perguntou há quantos anos eu trabalho na empresa. Eu disse vinte anos. Ele disse...
— Disse o quê?
— Ele disse que, se ensinassem um porco por vinte anos, ele já teria aprendido a fazer planilhas. E eu, não só sei fazer planilhas, como também sei preenchê-las com números. Embora os números estivessem errados, sou melhor que um porco.
Olívia: "..."
Aquele elogio disfarçado era mais doloroso do que qualquer bronca.
Serena também sentiu o veneno e, junto com Olívia, consolou o Gerente Leite por alguns instantes antes de acompanhá-lo até o elevador.
De volta à porta do escritório, Serena abriu uma fresta e espiou. Felipe estava no computador, navegando rapidamente por algo. Seu olhar era frio e sério, e embora seu rosto não demonstrasse emoção, ele parecia uma pantera: perigoso, pronto para atacar a qualquer momento.
Mas para ela, aquela pantera, além de perigosa, era fascinante.
Sua expressão séria era atraente, os óculos o deixavam sexy. Apenas sentado ali, ele brilhava tanto que era difícil encará-lo.
A Sra. Costa havia dito: *Não deixe meu filho se apaixonar por você*.
Mas e se ela se apaixonasse por Felipe?
Claro que o tomaria para si!
Que se dane o contrato, isso era algo para se preocupar daqui a um ano. As pessoas deveriam aproveitar o momento!
Com esse pensamento, Serena deu um sorriso malicioso.
— Você pretende ficar aí me espionando por quanto tempo?
Ele a havia notado.
— O escritório tem alguma regra especial?
— É que eu me preocupo que, depois, você fique com a cabeça cheia de cenas picantes e não consiga mais trabalhar.
Felipe se inclinou e a beijou.
— Quão picantes?
— Quer experimentar?
— Quero.
Serena então sentou-se no colo de Felipe e começou a beijá-lo, descendo dos lábios até o pomo de adão, onde se demorou por um longo tempo antes de continuar para baixo. À medida que os botões da camisa dele eram desfeitos, a paixão se tornava incontrolável.
Para baixo, para baixo, cada vez mais para baixo...
Quando estava prestes a chegar a um certo ponto, Felipe a ergueu de volta.
Ele mordeu o lábio dela com força.
— Se continuarmos assim, talvez eu realmente precise mudar de escritório.
Serena sorriu, astuta.
— Você trabalhando e pensando em mim ao mesmo tempo, não seria bom?
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