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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 455

O destino era aquele jardim, Luz e Poeira, o mar de flores que Fidel havia plantado para Stella.

Antes, Fidel o havia arrancado por completo, mas agora estava replantado com flores novas. Por causa do frio, várias estufas de plástico haviam sido montadas.

Para restaurá-lo daquela forma, Fidel devia ter dedicado muito tempo e esforço.

— Embora ela tenha partido, acredito que possa ver do céu — disse Fidel, olhando para o jardim com uma tristeza profunda nos olhos.

— Depois que minha mãe se casou com meu pai, ela viveu muitos anos felizes — disse ela após um longo silêncio.

— Que bom — disse Fidel, com os olhos marejados.

— Antes de morrer, ela nunca pensou em te procurar.

— Eu sei.

— Portanto, o senhor também deveria superá-la.

Que aquilo servisse como um conselho. Os dois haviam se desencontrado para sempre, separados pela vida e pela morte. Sendo assim, era melhor que se libertassem um do outro; os vivos não precisavam se torturar pelos mortos.

— Sua mãe sempre ocupará o lugar mais importante no meu coração.

— Por que o senhor insiste nisso?

— Não, é algo que nem eu mesmo posso controlar.

Serena suspirou. Ela queria deixar claro para Fidel que, embora fossem pai e filha por sangue, não havia de fato um sentimento paternal entre eles. Portanto, seria melhor que cada um se afastasse da vida do outro, sem perturbações.

Mas, quando estava prestes a falar, Fidel a olhou com apreensão e disse: — Serena, você poderia me chamar de pai uma vez?

— Desculpe, eu...

— Não se preocupe, não precisa ter pressa. Eu posso esperar. Acredito que um dia você me aceitará.

Vendo a maneira cuidadosa de Fidel, ela sentiu pena de falar.

Nesse momento, Vagner ligou para ela.

Havia muito tempo que ela não voltava para a casa da Família Nobre nem falava com Vagner. Como não odiá-lo, como não sentir raiva dele? Para ajudar sua família a superar a dor, ele a manipulou para se casar com Felipe e, depois que se apaixonaram, tiveram que enfrentar todos aqueles conflitos.

Na entrada da rodovia, Serena entrou no carro de Felipe.

Ele a olhou e, talvez com medo de que ela ficasse preocupada demais, até sorriu.

— Fique tranquila, com certeza não é o Alfredo. Aquele moleque não seria tão tolo.

Serena também assentiu. — Com certeza não é ele, com certeza não.

Embora dissessem isso, ambos estavam com o coração pesado. Logo, não conseguiam mais sorrir, nem mesmo falar.

Depois de dirigir por grande parte do dia, chegaram ao destino já de noite.

Após entrar em contato com a polícia, Felipe foi informado de que só poderiam ir ao necrotério no dia seguinte.

Naquela noite, eles se hospedaram em uma pousada. Serena acordou no meio da noite e percebeu que o lugar ao seu lado estava vazio. Ela se levantou e saiu, encontrando Felipe sentado nos degraus, fumando.

Pelas bitucas no chão, era evidente que ele estava ali há muito tempo.

Serena deveria ir consolá-lo, mas pensou que talvez ele precisasse ficar sozinho. E, mesmo que precisasse de consolo, não era algo que ela pudesse oferecer.

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