Toda noite, quando ela não conseguia dormir, ele também ficava acordado, segurando a lixeira para ela, trazendo água quente, abraçando-a e dando tapinhas gentis em suas costas.
Os dias se passaram assim, como se aqueles acontecimentos já estivessem distantes de suas vidas.
Mas...
— Eu sinto que esta vida não é real. — disse Serena para Tina Chaves.
Tina hesitou por um momento. — Todos estão fingindo.
— Sim, pelo menos eu estou. E Felipe provavelmente também.
— Mas talvez, sob esse disfarce, seja possível esquecer de verdade.
— Será?
Tina sorriu. — Isso importa?
— Hã?
— O que você deveria ver é o esforço que ele está fazendo para te amar.
Serena ficou um pouco atônita, mas depois sorriu e assentiu.
É verdade, o que poderia ser mais importante do que o amor dele por ela?
Depois de conversar com Tina, Serena se sentiu muito mais aliviada. No caminho para casa, Felipe lhe enviou uma mensagem dizendo que precisaria fazer hora extra à noite e que ela não precisava esperá-lo para jantar. Ele também perguntou o que ela queria comer, para que ele pudesse comprar no caminho de volta.
Serena estava com vontade de comer tangerinas, daquelas com a casca ainda verde.
— Vou comprar para você quando chegar em casa.
À noite, Serena continuava sem apetite, mas ainda assim comeu meia tigela de canja de arroz.
Quando estava prestes a subir para descansar, recebeu um telefonema.
Ela saiu por um tempo e, quando voltou, já havia tomado uma decisão.
Felipe só voltou quase de madrugada. Depois de se arrumar, deitou-se cuidadosamente atrás dela e a cobriu.
— Meu amor, boa noite. — ele sussurrou.
Na verdade, Serena ainda não estava dormindo. Ela se virou e se aninhou em seus braços.

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