— Você já me viu antes? — ela perguntou.
— Apenas por câmeras de segurança.
— As câmeras da casa do Robson?
Os olhos de Adolfo piscaram. — Sim.
Serena estreitou os olhos. — Você hackeou as câmeras da casa dele!
— "Hackeou" não é a palavra certa. Eu apenas "invadi" o notebook dele.
— E então você me viu?
— E seus vídeos íntimos.
Serena sentiu vontade de morrer. Como Felipe estava educando seu filho!
— Não pense besteira. Eu disse que invadi o notebook dele.
Serena de fato tinha pensado besteira, mas não estava totalmente errada.
— Você é muito jovem, deveria desenvolver uma visão correta sobre a vida, os valores, a sociedade…
— Você é minha mãe?
Serena arregalou os olhos. Como ele descobriu? Ela se entregou? E agora, como iria encarar o menino? Ela não estava nem um pouco preparada!
— Você não é minha mãe, então por que está me dando sermão! — Dito isso, Adolfo revirou os olhos para Serena.
Serena ficou perplexa por um momento. Ao se recuperar, sentiu uma vontade súbita de cerrar os dentes e coçar as mãos.
Naquele momento, os seguranças entraram e a localizaram imediatamente.
— Er, garotinho, eu tenho um assunto urgente, conversamos depois.
Ela disse, prestes a sair, mas Adolfo a segurou.
— Você não vai conseguir escapar.
— Não se preocupe com isso.
Adolfo ergueu o queixo. — Considerando que você pode se tornar minha tia no futuro, é meu dever ajudá-la.
— Não precisa, de verdade.
— Venha comigo!
Vendo a expressão confiante do garoto, Serena pensou um pouco e decidiu segui-lo. Eles logo chegaram à área principal da festa. Como alguém estava discursando no palco, a iluminação estava baixa.
Serena aproveitou a penumbra para se esconder, seguindo Adolfo por entre homens de terno e mulheres de vestidos de gala, até chegarem a um canto.



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