— Você... tem notícias do Alfredo Costa?
A Sra. Costa disse que tinha algo para lhe perguntar, mas Serena Luz jamais imaginou que a pergunta seria sobre Alfredo. E Alfredo...
Aquele garoto... só de pensar nele, sentia uma dor no coração que não diminuíra com o passar dos anos.
Enquanto isso, a principal culpada nem sequer sabia que ele estava morto e seguia com a vida de consciência tranquila. Talvez, ocasionalmente, se lembrasse de sua existência e, por isso, viera perguntar sobre ele.
Serena respirou fundo.
— Não tenho notícias dele.
Ao ouvir isso, a Sra. Costa pareceu cética.
— Antes, ele se dava bem com você. Pensei que manteria contato.
— Não manteve.
— Você provavelmente não quer me contar ou ele pediu para você esconder de mim, mas, por favor, me diga. Tenho meus motivos para procurá-lo.
Serena hesitou por um momento.
— Por que você o está procurando?
A Sra. Costa franziu a testa.
— Isso é um assunto entre mãe e filho. Não quero discutir com uma estranha.
— Ele não quer te ver.
— Eu também não faço muita questão de vê-lo.
— Então é melhor que não se encontrem.
— Serena, eu só quero saber o paradeiro do Alfredo. Apenas me diga isso. Por que complicar tanto as coisas?
Serena encarou a Sra. Costa em silêncio por um instante, depois inspirou profundamente.
— Eu realmente não sei onde ele está.
— Não acredito. Ele não desapareceria assim, sem deixar rastros — insistiu a Sra. Costa, teimosa.
— Então você já o procurou?
A Sra. Costa fez uma pausa.
— Para onde ele foi ou como está vivendo agora, não me interessa.
— Ele é seu filho!



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