— O que você está fazendo? Não faça nenhuma loucura!
Tina ficou assustada e gesticulou apressadamente para a esposa de Severino.
— Somos gente simples e honesta do campo, viemos para a cidade trabalhar para sustentar nossa família, mas vocês, da cidade, não nos tratam como gente! Por que somos tão desafortunados? Vocês nos levaram a um beco sem saída!
A esposa de Severino chorava e gritava, rapidamente atraindo a atenção de muitas pessoas.
Seu filho, ainda pequeno, ficou visivelmente assustado e começou a chorar também.
— Mas o ferimento do seu marido não foi causado por mim, eu...
— Não me importa! Vocês têm que nos dar dinheiro! Não só as despesas médicas, mas também a indenização! Havíamos combinado um milhão, vocês não podem nos enganar!
Tina, claramente sem experiência com gente tão irracional, sentiu-se incapaz de argumentar.
— Eu posso pagar uma parte das despesas do hospital...
— Não vamos dar um centavo!
Serena interrompeu Tina, lançando-lhe um olhar de aviso. Ela já havia dado dinheiro uma vez, e eles se aproveitaram. Se desse novamente, eles pensariam que a tática funcionava e continuariam a usá-la para chantagear Tina.
— Vocês têm dinheiro! Um pouco que nos dessem já nos ajudaria a superar essa dificuldade! Mas vocês têm um coração de pedra, insistem em nos forçar à morte! Já que é assim, então eu não quero mais viver!
Dizendo isso, a esposa de Severino apertou o canivete, como se realmente fosse cortar o próprio pescoço.
Mas Serena percebeu que o canivete nem estava afiado e que a mulher não tinha a menor intenção de se ferir. Embora segurasse a lâmina com uma pose dramática, ao ver que Serena não cedia, ela já começava a entrar em pânico.
— Eu... nem morta vou perdoar vocês!
Serena zombou.
— Não fizemos nada de errado, não temos medo de assombrações. Pode vir nos procurar quando quiser!
— Você!


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