Patrícia acreditou totalmente na palavra da filha e olhou para Bryan.
— Você ouviu. Foi sua filha que começou, a minha apenas revidou.
Bryan bufou e pediu que Ester explicasse a situação.
A versão de Ester era o completo oposto da de Grace. Ela disse que Grace a empurrou primeiro sem motivo, o que a fez bater a testa, e que, de tanto medo, ela nem sequer revidou.
— Você também ouviu. Minha filha diz que a sua começou, e ela nem sequer revidou!
Patrícia fez uma pausa.
— Acredito que a sala de ensaio deve ter câmeras de segurança.
— É mesmo?
Bryan virou a cabeça e perguntou a um funcionário do grupo de dança. O funcionário, ciente da identidade de Bryan, pensou por um momento e disse:
— Desculpe, a câmera da sala de ensaio está quebrada.
Patrícia franziu a testa. Como a câmera poderia estar quebrada justamente agora? Só podia significar que o pessoal do grupo de dança estava com medo de ofender Bryan.
— Havia outras pessoas na sala, elas devem ter visto.
O funcionário acrescentou:
— Naquele momento, o professor estava ensinando os movimentos para as outras crianças, então ninguém viu as duas. Não sabemos como a briga começou.
— Eu não acredito. Vou perguntar às outras crianças!
— Senhora, por favor, não assuste nossos pequenos candidatos.
Patrícia respirou fundo. Então, de qualquer forma, a culpa hoje recairia sobre sua filha!
Bryan disse sombriamente:
— O resultado é que minha filha se machucou. Não estou pedindo nada demais, apenas que sua filha peça desculpas sinceras à minha!
— Eu não vou pedir desculpas, eu não fiz nada de errado! — Grace gritou com raiva para Bryan. — Pensei que você era um tio bom, mas você é um tio mau! A partir de agora, eu te odeio!
Por alguma razão, essa frase atingiu Bryan com uma dor aguda no coração.
Ele sentiu uma certa dificuldade em olhar nos olhos da menina, então fixou o olhar apenas em Patrícia.


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