Patrícia sorriu. — Eu sabia que você me chamou para falar sobre isso.
— Eu consegui um roteiro excelente, e é perfeito para você.
Patrícia ficou em silêncio por um momento. — Gosto muito da vida que levo agora, tranquila e calma. Então, desculpe, você terá que encontrar outra pessoa.
Raul suspirou. — Sei que você ama atuar e quer atuar, mas tem medo daquela pessoa.
— Não quero me arriscar, nem quero que você se arrisque.
Raul entendia perfeitamente o que Patrícia sentia. Ele só a procurou porque estava disposto a correr o risco, mas também temia jogá-la no centro da tempestade.
Raul suspirou novamente. — Meu filme ainda está em fase de pré-produção. Se você mudar de ideia, me ligue a qualquer momento.
Depois de conversar bastante com o amigo, Patrícia voltou para o hospital de bom humor.
Grace também estava quase recuperada. O médico disse que ela poderia ter alta no dia seguinte.
— Amanhã mesmo voltamos para a nossa cidadezinha. Não faz nem dois dias que saímos, mas já estou com uma saudade enorme de casa, daqueles velhinhos que jogam baralho na nossa porta o dia todo, e dos pães da Dona Sarah, nossa vizinha.
Enquanto falava, Patrícia arrumava as coisas, com uma vontade de poder ir para casa naquela mesma noite.
Serena rolava a tela do celular, suspirando sem parar.
— Por que está suspirando tanto? — perguntou Patrícia, virando-se.
Serena levantou a cabeça. — Você disse que ia jantar com um amigo, e esse amigo é um diretor?
— Sim.
— Um homem casado, na casa dos quarenta?
Patrícia achou graça. — Qual é o problema?


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