— A Rosana cortou o seu salário deste mês, não foi?
A assistente, ao ouvir isso, hesitou por um momento e diminuiu o passo.
— Além do dinheiro, você não quer uma chance de se desforrar?
Com essas palavras, a assistente parou completamente.
— O que você quer que eu faça?
Adolfo não só era independente, como também extremamente disciplinado. Enquanto Serena dormia profundamente, o menino bateu em sua porta com insistência.
— Preciso tomar café da manhã pontualmente às sete.
Serena esfregou os olhos sonolentos e viu que o menino já estava arrumado, com um livro na mão, parecendo que já lia há um bom tempo. Provavelmente, só bateu na porta porque não aguentava mais esperar que ela acordasse.
— Ahn, que horas são?
— Seis e meia.
— Apenas seis e meia?
Há seis anos que ela não acordava às seis e meia. O mais cedo que se levantava era às nove.
— Que tal eu pedir algo para você por um aplicativo?
Adolfo franziu a testa imediatamente. — Eu não como comida de delivery. Quero leite quente ou mingau quente, pão torrado, e também aceito coxinha ou outros salgados. Não sou exigente.
Isso não era ser exigente?
Serena bocejou várias vezes seguidas. — Então vou preparar.
Ela se arrumou às pressas, correu para a cozinha, esquentou o leite, torrou uma fatia de pão e serviu tudo pontualmente às sete para Adolfo.
Mas Adolfo cuspiu o primeiro gole de leite.
— Este leite está vencido!
Serena piscou, correu para a cozinha para verificar a data na caixa de leite e, de fato, estava vencido há vários dias. Não era à toa que a consistência lhe parecera estranha ao esquentá-lo.
Ela coçou a cabeça e voltou. — Ahn, coma o pão primeiro. Vou te servir um pouco de água quente.
Desta vez, Adolfo estava prevenido. Ele examinou o pão cuidadosamente e o colocou de volta no prato, desapontado.


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