O guarda-costas mal havia terminado de falar quando Patrícia Correia já se virou e saiu correndo.
O terraço?
Por que Grace iria para o terraço?
Ela não ousava pensar em como aquele lugar era perigoso, apenas correu apressadamente em direção ao elevador. Mas o elevador ainda estava no primeiro andar e ela não se atreveu a esperar, então se virou e correu para a escadaria.
Ela subiu três andares de uma só vez e estava prestes a chegar ao topo, mas tropeçou e bateu a canela com força no degrau.
Ignorando a dor, ela cerrou os dentes e continuou a subir, mas o ferimento em sua perna acabou por atrasá-la.
— Grace, não tenha medo, a mamãe está chegando!
Ela gritou para cima, mas a escadaria vazia parecia aprisionar sua voz, que ecoava repetidamente naquele espaço confinado.
Ela continuou a subir, o pânico crescendo com o medo, e quanto mais em pânico ficava, mais acidentes aconteciam. Com muito esforço, ela subiu alguns degraus, mas por não se segurar direito, caiu com força.
— Grace!
Ela admitia ser uma pessoa fraca. Já em pânico, e depois de duas quedas, por um momento não conseguiu se levantar.
O que fazer...
Nesse momento, a porta da escadaria ao lado foi subitamente aberta com um estrondo, e um casal entrou se beijando. O homem, alto, prensou a mulher pequena contra a parede, como uma fera atacando sua presa, tomando possessivamente a mulher em seus braços, que, por sua vez, estava imersa no momento, cedendo apesar da dificuldade.
Em seguida, os grunhidos baixos do homem e os gemidos da mulher encheram o espaço sombrio.
Eles estavam tão absortos que nem notaram que havia outra pessoa ali.
Quando a porta se abriu, a luz de fora iluminou o interior por um instante, atingindo o rosto do homem.
E com apenas um olhar, Patrícia o reconheceu.
Ela cerrou os dentes, agarrou-se ao corrimão para se levantar, correu até eles e os separou com força.
O casal, que se beijava alheio ao mundo, se assustou e se virou para olhar para a mulher que parecia ter surgido do nada.
— Quem é você? Ficou maluca? — o homem foi o primeiro a xingar.
Patrícia respirou fundo. — Rápido, vá salvar a Grace!
— Você até que faz o meu tipo.
As lágrimas já escorriam pelo rosto de Patrícia. — Rogério, eu te imploro, salve a Grace, rápido!
— Ah, chorando você fica ainda mais interessante.
— Sr. Costa, não vamos dar atenção a ela. Vamos pegar um quarto lá embaixo! — a mulher nos braços de Rogério, vendo que ele estava prestes a ser seduzido por outra, disse enquanto deslizava a mão por dentro da roupa dele.
Rogério, no entanto, empurrou a mulher com nojo. — Eu não gosto de mulheres atiradas demais. Dê o fora!
— Sr. Costa! — disse a mulher, irritada e ansiosa.
Rogério jogou um maço de dinheiro nela. — O cheiro do seu perfume barato está me matando. Pegue esse dinheiro e compre um bom!
A mulher, humilhada daquela forma, estava prestes a chorar de raiva. Mas ela não queria nada de Rogério além de dinheiro, então, embora irritada, pegou as notas do chão e saiu correndo e chorando.
Ele era, sem dúvida, um canalha.
Patrícia sabia muito bem que tipo de pessoa Rogério era e, se não fosse por absoluta necessidade, jamais o teria procurado.

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