— Com que base você afirma com tanta certeza que eu ainda a amo?
— É um pressentimento. A química entre vocês dois é muito forte.
— Fale como gente!
— O jeito que você olha para ela é diferente de como olha para as outras pessoas. E o mesmo vale para ela.
Serena olhava para a lagoa, observava atentamente, esforçando-se para ver algum peixe, mas provavelmente não havia nenhum.
Ela e Gabriela realmente não tinham muito o que conversar. Conversas superficiais não tinham graça, e as profundas seriam constrangedoras.
— Srta. Luz, você acha que eu sou a pessoa que se intrometeu entre você e o Felipe?
Gabriela perguntou de repente, e Serena rapidamente balançou a cabeça.
— Claro que não, nós já nos divorciamos.
— Mas, por algum motivo, eu sinto que sim — disse Gabriela com um sorriso amargo.
— Eu... eu não tenho contato com o Felipe e vou tentar ao máximo não encontrá-lo. Hoje foi um acidente, posso te garantir...
— Srta. Luz, talvez você tenha me entendido mal — disse Gabriela, balançando a cabeça. — É que estou um pouco angustiada.
— Com o quê?
— Há uma vaga na empresa para trabalhar no exterior, e a chefia quer que eu vá, mas seria por três anos. Eu e o Felipe já não temos uma base sólida no nosso relacionamento. Se eu for, basicamente tudo acaba entre nós. Mas se eu ficar, será que nosso relacionamento pode suportar o meu suposto 'sacrifício'?
Serena franziu os lábios. Não podia opinar sobre aquele assunto, não podia dizer uma única palavra.
— Claro, não estou perguntando à Srta. Luz o que eu deveria fazer, só estou desabafando minha angústia.
— Se a minha presença a deixou tão angustiada, eu peço desculpas.
— Foi justamente a sua presença que me fez sentir que eu e o Felipe não combinamos de jeito nenhum.
Serena olhou para Gabriela, confusa. Por que ela diria isso?

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