— Não foi nada disso! — Gabriel pulou, gritando injustiçado. — Estava faltando um pote de doces, e o tio me mandou entregá-lo, mas eu juro que não roubei. O tio não acreditou em mim e foi revistar nosso quarto, e acabou encontrando no armário dele. O tio achou que ele não foi honesto, por isso bateu nele.
— Você... você é um chato!
Adolfo, com o rosto vermelho de raiva, fuzilou Gabriel com o olhar e correu para o andar de cima.
Serena deu um peteleco na testa de Gabriel, mandando-o para a sala para refletir, e subiu para encontrar Adolfo.
Adolfo estava sentado de pernas cruzadas na cama, bufando de raiva. Quando a viu subir, virou o corpo para o outro lado.
Serena se aproximou e o abraçou.
— Você escondeu aquele pote de doces para dar ao seu irmão, não foi?
Adolfo bufou.
— Claro que não! Eu não quero esse irmão birrento, irracional e... muito chato!
— Você também me odeia? — Serena olhou para o filho com culpa.
Adolfo abaixou a cabeça.
— Eu não te odeio, mas estou com raiva de você.
— Desculpe.
— Eu sei, entre eu e o Gabriel, você só podia escolher um, e simplesmente o escolheu.
— Naquela época, eu não consegui fazer uma escolha. Eu amava vocês dois e queria ficar com ambos, mas seu pai também precisava de alguém para lhe fazer companhia, então... eu tirei na sorte.
Adolfo a olhou, incrédulo.
— Na sorte?
— Coff, coff, foi um pouco precipitado, admito.
Adolfo não ficou satisfeito com a explicação e continuou de costas, sem querer falar com Serena.
Serena tentou consolá-lo por um tempo, sem sucesso, e decidiu tentar de novo mais tarde. Havia algo urgente a ser feito.
— Adolfo, você precisa me dizer para onde seu pai foi.
— Não vou te contar.
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