A Sra. Costa franziu a testa.
— Está bem, não vai ser um prato de comida a mais que fará falta!
Com essa frase da Sra. Costa, Serena finalmente conseguiu um lugar para ficar. Mas não era por um prato de comida que ela estava ali, então se virou e lançou um olhar furioso para Felipe.
Felipe, por sua vez, exibia uma expressão astuta. Era óbvio que ele a tinha trazido de propósito, e embora ela não soubesse o motivo, certamente não tinha boas intenções.
Adolfo desceu correndo as escadas. Ao vê-la, pareceu um pouco desconfortável, mas ainda assim a chamou para subir.
Como Serena não via Rogério em lugar nenhum, subiu com Adolfo e Gabriel.
Adolfo ainda estava zangado com ela, então a levou para uma pequena sala de estar que parecia um memorial. No centro, havia uma foto em preto e branco e, na frente, uma mesa com um incensário. Felizmente, não havia incenso aceso, senão ela teria até que prestar reverência.
— Quem é esta?
Ela não se lembrava de ninguém da Família Costa ter morrido.
— É você — disse Adolfo.
Serena arregalou os olhos.
— Eu?
— Meu pai disse que você tinha morrido e que suas cinzas foram jogadas no mar. Então, ele não teve escolha a não ser usar IA para criar uma foto sua baseada no meu rosto e pendurá-la aqui, para queimar incenso para você todos os dias — ao dizer isso, Adolfo já estava muito irritado.
— Mas no fim, você não morreu, está bem viva. E meu pai mentiu para mim!
O peito de Serena se apertou com ainda mais culpa. Comparado à despreocupação de Gabriel, Adolfo era muito mais sensível. Embora o método não fosse de bom agouro, era uma demonstração do imenso amor do menino por ela.
Lágrimas de emoção escorreram pelo rosto de Serena. Ela se aproximou para abraçar Adolfo, mas ele se esquivou.
— Filho, a mamãe sente muito. De agora em diante, tudo o que você quiser que a mamãe faça, eu prometo que farei.
— Humpf, agora você admite que é minha mãe?
— Eu sou, eu sou sua mãe.
— Tudo o que eu quiser que você faça, você promete?
Serena assentiu rapidamente.
— Eu prometo tudo.
— Então não pode voltar atrás na sua palavra!
— Claro que não... — Serena parou no meio da frase ao ver o rosto de Adolfo com uma expressão calculista. Ela tinha caído numa armadilha, não é? Mas era uma armadilha de seu filho, e ela caiu de bom grado. — A mamãe não vai voltar atrás.


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