Nicolas pegou o envelope, meio cético, e tirou os documentos de dentro. Bastou um olhar para que sua expressão mudasse drasticamente, e ele enfiou os papéis de volta com força.
— Absurdo!
Serena pensou que ele estava se referindo às ações de Zaira Rocha, mas ele se virou para ela.
— Você acha que vou acreditar em você por causa de alguns pedaços de papel?
Serena ficou sem palavras por um momento. — Isso é um teste de paternidade, de uma instituição muito respeitada, você...
— Não acredito em uma única palavra que você diz!
Nicolas interrompeu Serena com uma expressão fria, jogando o envelope de volta para ela. Em seguida, ele se virou para entrar novamente na sala de reuniões.
— Eu imagino que meu pai foi assassinado porque descobriu isso, não é? — disse Serena, sem pressa.
A frase fez com que Nicolas parasse, como esperado. Nesse momento, Ofélia percebeu que algo estava errado e saiu correndo da sala de reuniões.
— Vovô, por que não entra? — ela perguntou, e ao ver Serena, franziu a testa. — Serena, o que você quer, afinal? Só vai ficar satisfeita quando tirar tudo de mim?
Serena não via necessidade de discutir com Ofélia e desviar o foco. Ela entregou o envelope a Nicolas, deu um passo para trás e encolheu os ombros com indiferença.
— Acredite ou não, a decisão é sua. Na verdade, isso não tem muito a ver comigo. Já disse o que tinha a dizer, fiz a minha parte. — Dito isso, Serena não deu a Nicolas ou a Ofélia a chance de responder e se virou para sair.
Ofélia bufou. — Eu disse que ela viria para atrapalhar, acertei em cheio.
Ela resmungou e depois olhou para Nicolas. — Vovô, vamos entrar, os acionistas estão esperando por você.

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