— Tudo bem.
Depois que Elvis saiu, Serena jogou a bolsa no sofá e sentou-se ao lado de Felipe. Havia meia garrafa de bebida na mesa de centro à frente dele. Ela a pegou e, quando ia beber, uma mão segurou seu pulso.
Felipe levantou a cabeça devagar, fixou os olhos negros nela e franziu a testa.
— Quem te mandou vir aqui?
— Vim por conta própria.
— Vá para casa.
— Você vai comigo.
Felipe tentou pegar a garrafa, mas Serena abaixou a cabeça e mordeu as costas da mão dele. Enquanto ele estava atordoado, ela tomou a garrafa e bebeu vários goles grandes.
Bebeu tão rápido que engasgou. Recuperou-se um pouco e bebeu de novo. Felipe tentou tirar dela, ela se esquivou até terminar a garrafa.
— Felipe, eu não tenho mais pai — disse ela.
Felipe franziu a testa ainda mais.
— O que aconteceu?
— Ele foi tão bom comigo nesses últimos anos, me fez pensar que eu tinha um pai de novo, mas... mas era tudo mentira! — Serena abriu outra garrafa e bebeu metade de um gole só. — Sabe como me senti quando a Zaira disse aquelas coisas? Como se estivessem arrancando minha pele, camada por camada. Dói demais.
As lágrimas caíam sem controle. De fato, quanto mais se ama alguém, mais difícil é suportar a traição e a mentira.
— Família Branco, Fidel... eu nunca pedi nada a eles, por que vieram me machucar? Eu devo algo a eles? Por que eu deveria algo a eles?
Serena chorava e gritava. Dessa vez, ela nunca mais perdoaria.
Ela bebeu rápido demais e logo ficou bêbada. Quando tentou abrir mais uma garrafa, Felipe a tomou dela. Sem conseguir se sustentar, ela caiu nos braços dele.
Felipe ia ampará-la quando tocou nas lágrimas em seu rosto. Nesse instante, seu olhar tornou-se subitamente sombrio.
O celular de Serena tocou. Ele viu que era Fidel.
— Serena, você precisa ouvir a explicação do papai. Tudo o que a Zaira disse é mentira, papai não enganou você e sua mãe, você...

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