— Seu raciocínio anterior estava correto, só houve um pequeno probleminha. Se resolvermos esse problema, você vai acertar todas as questões desse tipo no futuro.
— Mas eu sou muito burro.
— Como pode? Papai e mamãe passaram os genes mais inteligentes para você. Você é a criança mais inteligente do mundo.
— Mas eu vou mal na escola.
— Ir bem na escola não é o único critério para avaliar se alguém é inteligente ou não. Veja como você é bom em pular muros; isso não exige apenas bom físico, mas também usar a cabeça, julgar com precisão onde colocar o pé para pegar impulso e sustentar o corpo todo. Brincar com lama também; outro dia você quis cobrir o vidro com barro, viu que o barro não grudava direito e teve a ideia de picar roupas e misturar, e realmente conseguiu cobrir o vidro todo. Se isso não é inteligência, o que é?
— Picar roupas? A roupa de quem ele picou? — Serena teve um mau pressentimento.
Adolfo respondeu imediatamente:
— Um vestido de noite vermelho, acho que era seu.
Serena não aguentou e ia partir para o tapa, mas antes de esticar a mão, viu que Gabriel finalmente tinha escrito a conta certa.
Quinze menos três. Ela teve vontade de chorar naquele momento.
— Papai, eu sou mesmo muito inteligente! — Ao ver que tinha acertado, Gabriel ficou todo orgulhoso.
O canto da boca de Serena tremeu:
— Só prova que você não é idiota.
— Mamãe! — Gabriel olhou feio para Serena, irritado, mas logo pensou em algo. — Mas mamãe, o que você veio fazer no nosso quarto? E o que é isso na sua mão?
Com o lembrete de Gabriel, Serena se recordou do assunto importante.
Ela se aproximou de Felipe e mostrou o discurso para ele:
— Essa palavra, e essa aqui, e essa... o que significam?
Felipe ergueu uma sobrancelha:
— Além das crianças, tenho que ensinar você também? Isso foge do escopo de trabalho de uma babá, não?
— Eu pago extra.
— Dez mil por hora.
— Você está me assaltando?

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