— E daí?
A mulher estreitou os olhos.
— Este jantar não é barato. O Diretor Costa realmente consegue pagar?
— Você vai pagar para mim?
— Na verdade... — A mulher encarou o rosto de Felipe, deixando transparecer um certo desejo. — Minha família tentou nos juntar no passado. No começo eu desdenhei, mas minhas amigas me incentivaram a ir te ver escondida. Bastou um olhar e eu me apaixonei. Não me entenda mal, me apaixonei por esse seu rosto, é bonito demais. Infelizmente, eu concordei com o encontro, mas você não.
Felipe avaliou a mulher.
— Fico muito feliz por não ter concordado.
O rosto da mulher fechou.
— E agora?
— Agora o quê?
— Eu posso te bancar.
Felipe ficou em silêncio por um momento e, em seguida, riu baixo. Ele não esperava que um simples jantar lhe proporcionasse uma situação tão cômica; alguém dizendo que queria sustentá-lo.
O riso de Felipe irritou a mulher.
— Você é um pobre coitado agora, talvez não tenha nem o que comer. Eu te bancar e te dar dinheiro é algo pelo qual você deveria ser grato. Diga, quer casa ou carro? Eu dou o que você quiser, contanto que me faça companhia por um mês.
Felipe, vendo que a mulher falava sério, pensou um pouco e disse:
— Casa e carro, eu não estou interessado.
— Quer dinheiro?
— Cem milhões.
A mulher travou por um instante, e logo se enfureceu:
— Você está zombando de mim? Cem milhões, eu... eu...
— Você não tem?
— Claro que tenho, eu...
— Cem milhões? — Serena chegou à mesa, primeiro lançando um olhar reprovador para Felipe, e depois se virando para a mulher. — Você não tem nem cem milhões?
A mulher arregalou os olhos.
— De onde você saiu?
— Vim roubar o homem de você.
— Você? Com que cacife?
— Eu acho que cem milhões é muito pouco. Um homem bonito assim vale pelo menos um bilhão.
— Você, você, você...


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