Nenhum dos três queria levantar da cama, especialmente Rogério, que chegou a sugerir para Grace que ela faltasse à aula naquele dia.
Grace segurou o rosto de Rogério com suas mãozinhas gordinhas e disse seriamente:
— Matar aula é errado. Pais que deixam os filhos matarem aula não são pais qualificados. Foi a professora quem disse.
Rogério abraçou Grace.
— Então à tarde o tio vai te buscar na escola e vamos comer um lanche bem gostoso, pode ser?
Grace assentiu.
— Isso pode.
Rogério apertou as bochechas da menina, pensando mais uma vez como podia existir uma coisinha tão fofa neste mundo.
Como já estavam quase atrasados, os dois adultos e a criança se arrumaram às pressas, tomaram um café da manhã simples e chegaram à escola pouco antes dos portões fecharem.
Vendo Grace entrar na escola, Patrícia olhou para o relógio.
— Vamos direto ao cartório.
Rogério arqueou uma sobrancelha.
— Você não quer mesmo pensar melhor?
— Por quê? Você quer repensar?
— Eu não tenho o que repensar, eu não saio perdendo.
— Então vamos.
O processo de divórcio era complicado, mas o de casamento era simples; em pouco tempo, resolveram tudo.
Saindo com a certidão em mãos, Rogério quis fazer algum comentário profundo, mas Patrícia o apressou para ir à casa dela.
— Para quê?
— Naquela hora foi só para pegar minhas coisas e as da Grace. A partir de agora, vamos morar na sua casa.
— Minha casa? — Rogério arregalou os olhos. — Ainda vamos morar juntos?
— E não? Agora somos marido e mulher, e casais não vivem em casas separadas.


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