Velha?
Patrícia levou a mão ao peito. Chamar de velha já era ruim, mas aquela mulher ainda a insultara na cara dura!
Mas, antes que ela pudesse dizer algo, Rogério empurrou a mulher.
— Que nova conquista, que bebezinho o quê! Caralho, você fala de um jeito nojento. E quem é você, afinal?
A mulher ficou atônita.
— Anteontem à noite, você me levou para casa, me chamou de bebezinho o tempo todo, me convenceu a ir para a cama com você, e agora diz que não me conhece?
— "A gente" quem?
— Você! — A mulher ficou verde de raiva, perdendo a compostura. — Seu canalha! Vá para o inferno!
Depois de xingar, a mulher saiu pisando duro. Ao passar por Patrícia, ainda lançou um olhar furioso.
Patrícia, sem palavras, aproximou-se e chutou a perna de Rogério.
— Embora eu não interfira na sua vida privada, tem uma regra: de agora em diante, você está proibido de trazer essas mulheres para casa!
Rogério instintivamente tentou se explicar:
— Na boate, eu nem tinha reparado nela. Ela me seguiu até a porta de casa escondida, eu...
Nesse ponto, Rogério percebeu algo errado. Por que ele estava se explicando para Patrícia? Tinham apenas assinado um papel, como é que esse instinto de autocontrole surgiu tão de repente? Aquela sensação era assustadora.
— Cof, cof... Ela se ofereceu, só um idiota não aproveitaria. Mas aí... você não sabe. Apesar de ter esse visual todo sensual, na hora H ela começou a grasnar feito um pato. Broxei na hora. Tenho trauma disso até agora.
Patrícia bufou.
— Bem feito!
Depois de limparem a casa, chegou a hora de buscar Grace na escola.


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