Agatha não esperava que Katia fosse tão fraca diante do susto e pulou de raiva.
— O que você está falando? Eu não te mandei mentir, foi você que disse que odiava o Adolfo!
— Foi você que me mandou mentir e acusar ele!
— Eu não!
— Foi você sim, buááá, você não assume!
O pai de Katia agarrou o braço da filha e gritou com ela:
— Eu te perguntei várias vezes agora pouco e você disse que foi o menino que te bateu. Agora diz que não foi? Onde é que eu enfio a minha cara?
— Buááá...
— Fala! Por que acusou o menino?
Vendo que o pai estava realmente bravo, Katia não ousou esconder.
— A professora... a professora me colocou para sentar com o Adolfo, mas ele... ele disse na frente da sala toda que não queria sentar comigo. A professora perguntou por que e ele disse... disse que é porque eu vou mal na escola e ele não quer sentar com gente burra. Eu fiquei com muita vergonha, com muita raiva, e aí ouvi o que a Agatha falou.
— Mesmo assim você não pode acusar os outros! E de quem é essa criança com o coração tão sujo? — O pai de Katia virou sua fúria para Agatha.
Agatha ainda estava inconformada.
— Eu só quis ajudar ela a se vingar!
Serena soltou o ar dos pulmões.
— Professora, ainda preciso pedir desculpas a eles?
A professora estava morrendo de vergonha.
— A culpa foi minha por não ter averiguado direito. Mãe do Adolfo, me desculpe.
O pai de Katia, apesar de tudo, era razoável.
— É... eu também peço desculpas. Foi minha filha quem acusou seu filho injustamente.
Serena assentiu com a cabeça. Como lidariam com aquilo a partir de agora cabia à professora.
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