Aquele homem era Vasco Pereira, pai de Roberto e Ivana, o verdadeiro assassino de Alfredo!
Ao pensar que aquele homem esteve bem diante de seus olhos e ele o deixou escapar, Felipe teve vontade de se esfaquear.
— Ele apareceu. Ele não morreu.
Naquele momento, eles tinham certeza absoluta disso.
O problema era que Vasco agora sabia que Felipe estava em seu rastro e o procurava através dos filhos da Família Pereira. Certamente, ele se esconderia ainda melhor e não entraria em contato com os filhos tão cedo.
Como fazê-lo sair da toca?
Serena suspirou profundamente.
— Não podemos nos precipitar, temos que pensar com calma.
Ao chegarem em casa, Felipe e Serena se surpreenderam ao encontrar Ivana lá. As cartas já estavam na mesa; será que ela ainda pretendia continuar fingindo ser a babá?
Na verdade, eles pensaram demais. Ivana não pretendia ser babá. Ela estava sentada na sala, assistindo TV e comendo uma maçã, com a postura de dona da casa, nada parecida com uma funcionária.
— Papai, mamãe, ela roubou a TV de mim!
Gabriel correu escada abaixo, furioso, para reclamar.
— Eu disse que queria comer maçã, a Catarina lavou para mim, mas ela pegou! A Catarina reclamou, e ela disse que a partir de hoje não é mais babá, é visita, e que todos nós temos que tratá-la com mais respeito!
Serena acariciou o cabelo de Gabriel e pediu que ele subisse para brincar com Adolfo.
— Mamãe, você tem que expulsar ela, ela é muito chata!
Depois que Gabriel subiu, Serena e Felipe trocaram um olhar e entraram na sala.
Ao vê-los entrar, Ivana inclinou a cabeça e sorriu.
— Eu tenho um paladar mais forte. Pedi agora pouco para a Catarina fazer um prato bem apimentado para mim, e ela me xingou. Deixa pra lá, não quero discutir com ela. Algum de vocês pode dar o recado?
Felipe soltou um riso de escárnio, tirou um cigarro, acendeu e tragou profundamente.


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