— Diretor Costa, assim que recebemos a sua reserva, imediatamente liberamos a melhor mesa do nosso restaurante. Estávamos apenas aguardando a sua chegada.
Rogério soltou um riso de escárnio: — Nós chegamos, mas fomos expulsos pela sua funcionária.
— Ela começou agora pouco e não sabia quem o senhor era. Se ela o ofendeu, vou demiti-la imediatamente!
Ao ouvir isso, os olhos da garçonete se encheram de lágrimas, mas ela não ousou dizer nada.
— A culpa não é dela, o problema foi a minha roupa. — Sandra defendeu a garçonete.
O gerente se apressou em dizer: — O que a senhora veste se chama moda; ela que não entende.
Moda?
Usar essa palavra para descrever o próprio visual deixava Sandra até sem graça.
— Então não vamos mais trocar de lugar, vamos ficar por aqui mesmo. — disse Sandra.
Rogério ainda queria falar mais alguma coisa, mas Patrícia o empurrou para dentro.
— Não precisamos dificultar a vida de uma garota.
— E quem disse que eu queria dificultar as coisas para ela? Eu só queria que eles abolissem essa regra idiota de código de vestimenta.
— Não tem necessidade, se não gostarmos, é só não voltarmos na próxima vez.
— O que é errado é errado. Eu estou dando uma sugestão para ajudá-los a melhorar.
Patrícia deu uma risada: — Pare de falar bobagem.
Como a atitude do gerente foi muito sincera, Rogério e os outros não deram mais importância àquele pequeno contratempo.
Durante o jantar, o semblante de Sandra não estava normal; ela frequentemente ficava encarando um determinado ponto com um olhar perdido.
Rogério seguiu a direção do olhar dela e viu um casal sentado a uma mesa não muito distante. O homem usava um terno com estampas escuras discretas e óculos de armação prateada. Tinha uma expressão indiferente, parecendo inalcançável, mas era muito bonito.
— Você está de olho nele? — Rogério perguntou, erguendo a sobrancelha.

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