— Você consegue imaginar que o projeto de design desta vez ficou ainda pior que o anterior?
Ela conhecia muito bem a falta de talento de Ângela, então não ficou surpresa.
— Devo rejeitar como da última vez e apontar alguns pontos para alteração?
Os olhos de Serena se aprofundaram.
— Desta vez, não precisa. Entre em contato com eles e diga que estou convidando a família toda para jantar. Lembre-se, a família toda, incluindo a Ângela. Não pode faltar ninguém.
— O que você pretende fazer?
— Convidá-los para jantar, ué. É um convite sincero.
Depois de desligar, Serena deixou o assunto de lado e passou o resto do dia trabalhando no escritório.
Quando pensava em pedir algo para comer, ouviu Wilma gritando do outro lado da rua.
Ela virou a cadeira e viu um monte de coisas jogadas em frente à casa da Família Marques: roupas, sapatos, objetos de decoração e livros. Eram todas as suas coisas.
— Que lixo! Nossa casa não é um depósito de entulho!
— Tem gente que pensa que ainda pode voltar para a nossa casa. Pois eu digo: nem sonhando!
— Ela não se enxerga, não? Nós não a queremos mais. Quem quiser que cate esse lixo do chão!
Serena cerrou os dentes, levantou-se, desceu as escadas e correu para a porta.
Viu suas coisas espalhadas pelo chão: roupas pisoteadas, sapatos separados, objetos de decoração quebrados, livros sujos.
Ela não podia engolir aquilo.
Correu na direção deles, agarrou Wilma pelos cabelos e puxou com toda a força.
— Ai, que dor! Sua... sua imprestável, como ousa encostar em mim!
Serena não tinha medo de ninguém. Ergueu a mão para dar um tapa em Wilma, mas foi empurrada por alguém que apareceu de repente.
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