"ROSE, É POR CAUSA DO ALFA ARVAN?"
Rose parou de andar e se virou para Delilah. Ela balançou a cabeça e foi embora.
Delilah entendeu que era por causa do Alfa Arvan. Ela notou a maneira como ela olhava para ele logo no primeiro dia quando conheceu a Rose. Mas o que ela não conseguia entender era por que o Arvan ficava sempre olhando para ela, pois a Delilah percebeu isso também.
'Se é um amor incorrespondido, então por que o Arvan ficava olhando pra ela o tempo todo hoje? Tem uma coisa que não consigo entender, mas não quero me meter nos assuntos pessoais dela. Espero que ela fique bem.'
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Na estrada, Rose estava chorando. Ela a fez entender ontem à noite que ela tinha que ficar longe do Arvan. Mas o que aconteceu hoje? Senti de novo meu coração sendo partido? Por quê???
Ela pegou um táxi e foi para casa. Ela estava chorando demais para esperar o ônibus.
'Ele me disse naquela noite que eu era uma criatura fraca. Eu não sou nada pra ele. Ele me disse ontem à noite que eu sou depravada. Eu tive que aguentar mais essa também. Mas e hoje? Ele falou esse tipo de coisa sobre mim pra namorada? Ele podia ter dito pra ela que a ama e que, por isso, tinha me rejeitado. Mas, não, ele tem que me humilhar na frente da namorada, na frente de todo mundo. Que vergonha, Rose! Você não serve pra nada. É por esse motivo que ele tá fazendo isso. Ele tá fazendo da sua vida um inferno. Uau.'
"Você tá bem, moça?" O taxista perguntou. Ele notou que ela estava chorando desde o início pelo espelho.
"Não, eu tô bem."
"Não chore. Às vezes, o Senhor testa nossa paciência e observa o quanto conseguimos aguentar. E, depois, nos recompensa. Então, não chore e espere pelo seu destino. Se você não é uma pessoa ruim, o Senhor não vai te desapontar."
Rose ficou ouvindo o motorista, que deu a ela a inspiração que ninguém tinha conseguido dar. Ela estava triste, mas, depois de ouvir isso, ela concordou e agradeceu. Ele a motivou. Um estranho a motivou, como se fosse um anjo que tinha ido até ela e lhe dado a esperança de que o final de tudo aquilo poderia ser bom.
Rose chegou em casa. Ela deu o dinheiro para o motorista e agradeceu mais uma vez.
Quando ela entrou em casa, viu que sua mãe também estava lá.
"Mãe?"
"Rose, por que você veio pra casa mais cedo?"
"Nada, não, mãe, eu não estou bem."
"O que aconteceu com você? Me conte, querida. Você não tá se sentindo bem? Quer ir pro hospital da alcateia?"
"Não precisa, mãe."
Ela gritou sem demora quando ouviu 'hospital da alcateia'. O médico da alcateia disse à mãe dela que era para a Rose ir se encontrar com ele para responder a algumas perguntas. Então, ela não queria ir para lá. Ele vai saber sobre sua loba na mesma hora.
"Por que você tá gritando?"
"N-Nada, mãe. Só não tô me sentindo bem. Me desculpe, acho que ainda não tô sóbria da bebida da noite passada. Então, acho melhor eu dormir."
"Tá bom, vá pro seu quarto descansar."
"Sim, mãe, entretanto, antes, me fale uma coisa."
"O quê?"
"Por que você tá em casa a essa hora? Tá tudo bem no escritório?"
"Sim, claro, tá tudo bem. Eu tirei uma licença."
"Por quê, mãe? Você não tá se sentindo bem?"
"Tô totalmente bem, mas amanhã à noite vou ter que fazer horas extras, por isso tirei uma licença hoje."
"Ah, entendi, mãe. Descanse bem então."
Rose foi para o quarto. Ela trocou de roupa e começou a pensar em tudo.

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