Rose ficou chocada quando ouviu o que a avó da Delilah disse.
"Cortar a palma da minha mão?" Ela perguntou confusa.
"Exatamente, Rose. Por favor, faça isso rápido. Não temos muito tempo", Delilah apressou para ela.
Rose pegou lentamente a faca e olhou para ela, pois estava manchada de sangue. Sua mão tremia ao pegar a faca e aproximá-la da sua mão esquerda.
"Não é sua mão esquerda, na verdade, você tem que cortar a palma da mão direita", a bruxa interrompeu.
Rose pegou a faca com a mão esquerda e a colocou perto da palma da direita. Ela cortou lentamente a palma da mão, enquanto tremia, porém não foi fundo o bastante.
"Corte fundo. Você tem que derramar várias gotas", a senhora idosa disse.
Rose fechou os olhos e pensou: 'Pela Rosalie, eu posso fazer qualquer coisa'. Então, ela suspirou e cortou profundamente a palma da mão. Mesmo sentindo uma dor tremenda, ela aguentou e derramou algumas gotas do próprio sangue.
"Agora, coloque a mão na água e feche os olhos. Não abra os olhos e não tire sua mão até que eu fale pra tirá-la."
Rose mergulhou a mão direita na água da panela grande e preta e, em seguida, fechou os olhos.
Delilah e a avó começaram a entoar seus feitiços de novo e, dessa vez, Rose conseguia sentir a tempestade destruindo tudo. Ela conseguia sentir a tempestade dentro dela. Ela estava se sentindo mole e com uma dor rápida na palma da mão que começou a aumentar cada vez mais.
"AAAHHH, m-minha mão, vovó", ela gritou.
"Não tire a mão, nem abra os olhos, não importa o que aconteça", Delilah e a avó disseram ao mesmo tempo, como se fosse mais um feitiço.
Rose conseguia sentir a dor que vinha da mão. Ela sentiu dor em seu coração também. Ela estava passando mais uma vez pela dor que sentiu na noite do seu aniversário. A dor da rejeição.
Rose sentia como se tudo estivesse empurrando-a para tirar a mão e abrir os olhos. A cabana estava toda revirada. Ela conseguia sentir isso mesmo com os olhos fechados.
Mas Rose deu o seu melhor. Lágrimas escorreram de seus olhos fechados sem que ela demonstrasse qualquer emoção. Ela colocou a mão esquerda no coração e apertou o vestido branco. Ela estava sentindo uma dor insuportável, era uma dor tão forte que ela nem sabia que existia. No entanto, ela não abriu os olhos. Sua mão estava tremendo na água que, quando ela a tocou pela primeira vez, estava quente, mas estava misteriosamente fria dessa vez. A temperatura do quarto estava alta, mas a água estava fria ao ponto de adormecer sua mão.
Enquanto isso, Delilah estava sofrendo para entoar, sentada com a postura ereta. Ela quase desmaiou. Seu nariz começou a sangrar, mas ela não parou.
Depois de algum tempo, Rose sentiu que tudo tinha parado. Ela não sentiu nada a sua volta. Fez-se um silêncio total. Ela queria entender o que tinha acontecido.
No entanto, ela sentiu uma pontada no peito, uma dor muito forte. Ela começou a ter problemas respiratórios. Ela não conseguia respirar e acabou desmaiando com a mão ainda na água.
A cabana estava escura quando tudo acabou. Depois que a Rose desmaiou, todas as velas foram acesas novamente.
A velha parecia cansada. Ela olhou para a panela preta, cheia de água. A água não era mais preta. Era água límpida. Ela suspirou.
"Delilah a levou para a cama e a deixou descansar. Ela sentiu muita dor por essa noite."
Delilah conseguiu levar a Rose para sua pequena cama de casal. Ela a deitou e colocou a colcha sobre ela.
Quando Delilah se virou, sua avó a chamou: "Minha querida, seu nariz. Venha cá. Tô te dando uma poção pra você beber e descansar um pouco. Você trabalhou duro hoje, estou orgulhosa de você."
Delilah tomou um gole da poção. Ela tomava um pouco sempre depois de um novo experimento. Era como um remédio para as bruxas.
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