Karine achou que estava cega, senão, como poderia ter pensado que aquela mulher era uma flor delicada?
Diante dela estava a imagem exata do caçador que ela mais detestava.
Era tão parecido!
Ela aprendeu rápido demais!
— Você...
— Shh. Vamos.
Quando as duas apareceram, os homens que estavam reunidos olharam em sua direção. Pensando que eram mais duas presas, estavam prestes a atacar quando um deles notou as marcas de caçador: uma no dorso da mão, outra no ombro.
Os homens pareceram desapontados.
As regras proibiam que os caçadores se matassem.
Quebrar as regras resultava em expulsão.
Um deles reconheceu Karine e disse sorrindo:
— Karine, pensei que você não viria este ano.
— A vida é tão monótona, é preciso encontrar um pouco de diversão.
O homem desviou o olhar para a pessoa ao lado dela.
— Quem é esta? Nunca a vi antes.
— Uma novata, acabou de entrar para o grupo este ano. Ainda está aprendendo, acabou se empolgando um pouco demais e ficou nesse estado.
Eles olharam para a aparência ensanguentada de Adriana Pires e riram, com um ar de veteranos.
— Novatos são assim mesmo, hahahaha.
Olharam novamente para o homem que estavam atacando. Ele já havia sido esfaqueado tantas vezes que parecia uma peneira, deitado no chão, apenas esperando a morte.
Uma presa que não resistia era a mais entediante.
O grupo já havia perdido o interesse e se preparava para encontrar outras presas.
— Ouvi dizer que James está procurando aquela presa mais bonita, mas ainda não a encontrou.
— Ele é o melhor caçador. Como assim não a encontrou?
— A mulher é esperta, conseguiu escapar antes. Sabe-se lá em que canto ela se escondeu.
— Se esconder? Faltam dez minutos para podermos usar as câmeras térmicas. Não adianta se esconder. Mal posso esperar para arrastar todos esses ratinhos escondidos para fora, um por um.
Todos riram alto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...