— Adriana, não esperou muito, né?
Adriana Pires balançou a cabeça.
— Atrapalhei você?
— Que isso, eu tenho festas todo dia, mas a Adriana não aparece sempre! Por que não me avisou que estava aqui? Este lugar é praticamente meu território!
— Tive um imprevisto, não deu tempo de avisar.
— Diga lá, o que foi?
Nicola Batista pegou o suco na mesa e tomou um gole.
— Como alguém se livra de uma acusação de contrabando?
*Pfft.* Um grande gole de suco foi cuspido.
Nicola Batista, atrapalhado, pegou guardanapos para se limpar, com uma expressão estranha.
— O que você contrabandeou?
— Não fui eu. Foi... um amigo.
Ela deu uma disfarçada e resumiu a situação.
Nicola Batista abandonou seu sorriso irreverente, ficando sério, e foi direto ao ponto:
— Você está falando do caso que saiu na mídia recentemente? Contrabando de drogas, tráfico de órgãos, o navio de número 101?
Seu coração afundou.
— Você sabe?
— É difícil não saber. Não se meta nisso, ouviu? Nem minha mãe consegue resolver isso.
Ela baixou a cabeça.
A mão que segurava o copo estava apertada.
— Adriana, me escute, não se envolva. Não importa quem seja esse amigo, não se meta!
— Sim, eu entendi. Obrigada.
Nicola Batista percebeu que ela não havia desistido e ficou preocupado.
— Que relação você tem com essa pessoa? É seu marido ou namorado? Nunca te vi tão preocupada com alguém.
— Não, não se engane.
— Então...
— Mas ele salvou a vida da Anan.
Nicola Batista ficou sem palavras.
Ele conhecia bem demais a personalidade de Adriana Pires.
Ela dificilmente ficaria de braços cruzados.
Adriana Pires não o pressionou.
— Não vou te envolver. Pense bem, existe alguma solução?
Nicola Batista suspirou profundamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...