Mesmo tentando se segurar ao máximo agora há pouco, ele ainda não conseguira evitar deixar uma marca.
Como se estivesse deixando uma marca exclusiva sua.
Ele adorou isso.
Os dois saíram do beco, um atrás do outro.
O humor de Alita Pires estava visivelmente melhor. A frustração de antes desaparecera, dando lugar a uma atitude mais viva e alegre. Ela caminhava pela rua cantarolando uma melodia desconhecida.
Sua alegria o contagiou.
— Está tão feliz assim? Você gostou tanto do meu beijo?
Alita Pires inclinou a cabeça, sem saber o que era timidez, e admitiu na lata:— Sim! Você me beija gostoso!
A respiração de Helder Casimiro falhou por um instante e ele teve que desviar o olhar à força, praguejando mentalmente.
— Nunca diga esse tipo de coisa na frente dos outros, entendeu?
— O quê? Que você me beija gostoso?
— Não fala mais isso!
— Hihi, você gosta de ouvir, né?
— Só pode falar isso para mim, ouviu bem?
— Ouvi sim, hihihi.
Logo chegaram ao destino.
— Pode subir. Eu vou embora assim que te vir entrar.
Alita Pires estendeu os braços e o abraçou:
— Volta cedo, tá?
O tom era de dengo.
A ternura nos olhos dele estava prestes a transbordar:
— Tá bom. Eu vou voltar o mais rápido possível.
Ela virou-se e entrou.
Ele ficou ali, observando as costas dela por um tempo, antes de dar meia-volta e ir embora.
Caminhou bastante até entrar em um carro preto que estava estacionado na beira da rua.
Breno era o motorista e disse:— Jovem Senhor, o senhor perdeu um pouco de tempo agora há pouco...
Antes que pudesse terminar a frase, cruzou pelo espelho retrovisor com o olhar gélido do Jovem Senhor.
Um olhar carregado de aviso e ferocidade.
Breno calou a boca imediatamente.
— Eu já disse, não se intrometa nas minhas ações, ou suma da minha vista para sempre.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...