Helder Casimiro não teve alternativa a não ser levantar as mãos e dar um passo para trás.
— Um mês. Me dê apenas mais um mês, por favor. Depois disso, prometo trazê-la de volta para você sã e salva.
— Não tenho nenhuma outra intenção. Você pode até não acreditar, mas há pouco tempo, eu pedi Luciene... digo, Alita, em casamento, e ela aceitou.
— Ela só pensa no casamento agora. Não estou mentindo, e nem conseguiria mentir para você sobre isso.
— Como Alita Pires, ela poderia não se importar, mas agora ela é Luciene.
— E eu quero realizar o sonho de Luciene.
Adriana Pires ficou paralisada.
Eram argumentos distorcidos, mas ela sentiu-se quase persuadida.
Lembrou-se do momento em que observou Alita de um ângulo escondido e viu com os próprios olhos o sorriso radiante que ela dera a Helder Casimiro.
Um sorriso puro.
Mais sincero e iluminado do que qualquer expressão que ela já tivera na época em que gostava de Wesley Camargo.
Por conta disso, ela permaneceu em silêncio.
— É só por um mês. Eu prometi a ela que teríamos o casamento no mês que vem.
Helder Casimiro terminou de falar, aguardando o julgamento.
Para ser sincero, mesmo tendo recuperado seu status, ele jamais seria páreo para aquele casal.
Não conseguiria competir com eles.
E não havia necessidade de colocar Alita Pires em uma posição difícil.
Finalmente, Adriana Pires cedeu.
— Tudo bem, apenas um mês. Mas você terá que concordar com algumas condições minhas.
— Pode falar.
A expressão de Helder Casimiro também era séria.
— Primeiro: não toque nela. E você sabe muito bem o que quero dizer com isso.
O rosto de Helder Casimiro revelou um constrangimento imediato.
— Eu prometo.
— Segundo: não a faça sofrer. Se ela ficar triste por sua causa uma única vez, esse acordo estará desfeito.
— Não precisava nem dizer. Eu já sabia disso.
— Terceiro: se ela correr qualquer risco de vida por sua culpa, você provará que não é digno dela.
Helder Casimiro assentiu com firmeza.
— Trato feito.
Mais tarde, Helder Casimiro foi embora, deixando apenas Adriana Pires e Ezequiel Assis na sala de chá.
Adriana Pires se jogou na cadeira de mogno de um jeito completamente relaxado. A beleza dela era tanta que até mesmo essa postura desleixada parecia adorável, em vez de indelicada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...