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Flores Que Florescem Na Lama romance Capítulo 75

No restaurante apertado, vários playboys se amontoavam.

Aquele sentado no meio, descascando uma tangerina, era ninguém menos que Adonias Faria.

O rosto de Adonias Faria ainda exibia hematomas, como se tivesse levado uma surra, mas isso não afetava em nada sua atitude debochada e arrogante.

Ao vê-lo, Adriana Pires sentiu o sangue gelar em suas veias, e cerrou os punhos com força.

— Trabalhando aqui, é? Quem diria... você é capaz de fazer esse tipo de serviço?

Ela franziu os lábios.

— O que vocês vieram fazer aqui?

— O que mais se faz num restaurante? Comer, é claro! Traga o cardápio.

Apesar de saber que eles estavam ali com más intenções, ela não podia expulsar os clientes e teve que lhes entregar o cardápio.

Adonias Faria olhou para o cardápio e sorriu com maldade.

— Quero que me sirva todos os pratos que estão aqui.

Ela, que estava prestes a anotar o pedido, parou.

— Todos?

— Sim, todos. Algum problema? Acha que eu não tenho dinheiro?

Claramente, não era uma questão de dinheiro.

Era uma provocação deliberada.

A dona do restaurante, com um sorriso no rosto, pensando que eram grandes clientes, disse prontamente:

— Todos os pratos? Certo, certo, serviremos tudo rapidamente para os senhores!

— Espere, eu ainda não terminei.

Adonias Faria olhou para Adriana Pires com um olhar zombeteiro.

— Quero que ela mesma cozinhe.

A dona do restaurante ficou perplexa.

— A Adriana só ajuda nas tarefas gerais, ela não é cozinheira, não sabe cozinhar.

Adonias Faria riu, uma gargalhada alta.

— Como ela não saberia? Todo mundo sabe que, por causa do Ezequiel, ela se rebaixou a aprender com um chef. A culinária dela é excelente. Antigamente, nem tínhamos o privilégio de provar.

A dona do restaurante virou-se para Adriana Pires, ainda incrédula.

Uma garota tão delicada, saberia mesmo cozinhar?

Adonias Faria balançava a perna, impaciente.

A temperatura na cozinha era alta, e ela trabalhava a todo vapor. Suas roupas ficavam molhadas e secas de suor, e uma fina camada de transpiração cobria sua testa.

Sua mão era firme ao manejar a frigideira, mostrando que tinha prática.

Prato após prato, a comida era servida, exalando um aroma delicioso.

Aquele grupo de playboys tinha vindo apenas para causar problemas, não estavam com fome e jamais comeriam em um restaurante tão simples.

Mas, ao sentirem o cheiro, a fome despertou.

— Adonias, isso cheira muito bem e parece delicioso. Ela sabe mesmo cozinhar?

— Dê-me um par de pauzinhos, quero provar.

— Você tem coragem de comer? Não tem medo que ela tenha colocado veneno?

— Medo de quê? Ela não teria coragem.

Adonias Faria riu com desdém:

— Comer uma ova! Eu os trouxe aqui para comer? Quebrem tudo.

Dizendo isso, ele pegou um prato e o atirou no chão.

*Pá.* O som estridente assustou a todos.

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