Heitor fez o backup dos dados, temendo qualquer imprevisto.
Todos se recuperaram do choque inicial, com os rostos sombrios.
Justo naquele momento, a televisão transmitiu uma notícia sobre o tiroteio no bar.
A única vítima fatal foi Alex, colega de Lincoln Cunha.
O caso foi classificado como um ataque terrorista aleatório e encerrado às pressas.
Mas, depois de verem o conteúdo do pen drive, ninguém ali pensava o mesmo. Tinha sido uma queima de arquivo.
A organização de proteção animal já sabia que Alex tinha conseguido as provas. Mataram-no para silenciá-lo e Lincoln Cunha também era um de seus alvos.
Adriana Pires massageou as têmporas.
— Irmão, você está na mira deles.
Lincoln Cunha sentiu o corpo gelar. Em seguida, levantou-se abruptamente, cerrou os punhos e exclamou indignado:
— Eu vou expô-los! Vou procurar um jornalista agora mesmo!
Ele fez menção de sair, mas foi impedido por Ezequiel Assis.
Ezequiel segurou o ombro de Lincoln Cunha com uma mão, aplicando uma força tão grande que o impediu de se mover.
— Se você entregar isso, no segundo seguinte, as provas estarão nas mãos deles. E mais, a sua cabeça vai rolar.
O rosto de Lincoln Cunha ficou ainda mais pálido.
Adriana Pires soltou um suspiro.
— Irmão, o Ezequiel tem razão. Para eles terem um negócio dessa magnitude, é impossível que não tenham comprado muita gente. Com certeza não fomos os únicos a descobrir isso. Você nunca se perguntou por que eles continuam impunes?
Lincoln Cunha cambaleou para trás.
— Como isso é possível...
Adriana Pires recuperou a compostura rapidamente.
— Não vá a lugar nenhum. Se alguém entrar em contato, não responda. Esconda-se por enquanto. Eu vou providenciar um novo lugar para você.
— E o banquete de amanhã à noite...
— Eu tenho um plano, não se preocupe.
— E a Alita? Onde ela está? Será que foi o Joseph...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...