Seu objetivo era uma pessoa, e apenas uma.
Um peixe muito caro que ela tentava pescar.
Estava apenas esperando que mordesse a isca.
Logo o dia do banquete chegou.
A noite estava escura como tinta. O luar desenhava um caminho de prata esmigalhada sobre a superfície serena do mar, guiando diretamente ao gigantesco navio de cruzeiro, intensamente iluminado.
O porto estava repleto de carros de luxo.
Os convidados embarcavam sucessivamente no navio.
Elegância e perfumes refinados misturavam-se ao som de taças brindando.
O brilho dos lustres de cristal refletia nas joias dos cavalheiros e das damas. O ar estava impregnado pelo toque suavemente ácido de champanhe premium e pela rica fragrância de perfumes importados.
Eles conversavam em tom baixo, com modos elegantes, mas seus olhares vagavam discretamente pelo ambiente, na tentativa de identificar a misteriosa anfitriã da noite.
— Onde ela está?
— Ainda não chegou.
— Que absurdo, por que tanto mistério!
— Shh, olhe, várias figuras importantes chegaram.
Eles notaram que, além de empresários ricos, várias esposas de políticos também estavam presentes.
Eram pessoas que raramente aceitavam convites em circunstâncias normais.
E, surpreendentemente, todas haviam se reunido ali naquela noite.
Quando a festa começava a atingir o seu auge, um pequeno tumulto irrompeu discretamente na entrada, semelhante ao efeito de uma pedra sendo jogada na superfície tranquila de um lago.
As vozes abaixaram instintivamente. Como se fossem atraídos por um ímã, os olhares se voltaram para as pesadas portas de madeira esculpidas, adornadas com detalhes em ouro.
Ela havia chegado.
Adriana Pires vestia um longo vestido azul da cor da meia-noite, com os ombros à mostra. O tom profundo fazia parecer que um pedaço do mais silencioso céu noturno havia sido cortado e envolvia seu corpo.
O tecido de seda fluía sobre as curvas de sua silhueta delicada, refletindo sob as luzes um brilho sutil e nobre.
O corte minimalista da saia delineava contornos fluidos. Uma fenda alta em um dos lados subia até a base da coxa. A cada passo lento que ela dava, era possível vislumbrar pés delicados calçados em sandálias de tiras finas prateadas, com passos elegantes e uma postura deslumbrante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...