Orfanato Coração de Amor.
Todo o orfanato estava totalmente equipado, com capacidade para abrigar mais de duzentas crianças. Era uma obra importante, que até mesmo a prefeitura valorizava muito.
Muitas pessoas compareceram ao corte da fita, incluindo representantes das principais empresas da cidade, que vieram doar suprimentos.
O orfanato também organizou apresentações das crianças.
Com vozes infantis alegres e balões flutuando, o corte da fita chegou ao fim.
O orfanato recebeu uma grande quantidade de suprimentos, e os rostos das crianças exibiam sorrisos radiantes.
Ao ver aqueles rostos sorridentes, o humor dela também se alegrou.
— Moça! Isso é para você, obrigada por nos dar um lar.
Uma menininha de seis anos veio correndo a passos rápidos, abraçando timidamente um pote cheio de origamis de tsuru.
— Nós todos dobramos juntos. A Mamãe Diretora disse que você deu muito, muito dinheiro para construir a nossa casa.
Ela estendeu o pote de vidro com uma expressão muito solene.
Adriana pegou o pote com as duas mãos, agachou-se para ficar na altura dos olhos dela e disse com muita seriedade:
— Obrigada. Espero que vocês cresçam com muita saúde.
A menininha assentiu com força.
— Eu vou estudar bastante, e quando crescer, vou trabalhar muito para ganhar muito, muito dinheiro e ajudar mais crianças, igual a você!
Adriana não resistiu e acariciou o rostinho dela.
— Sim, você vai conseguir.
A menininha saiu correndo, envergonhada.
Ela segurou o pote de vidro, que estava lotado de tsurus coloridos e muito bonitos. Alguns estavam dobrados perfeitamente, outros estavam tortos e desajeitados, mostrando claramente que haviam sido feitos por crianças diferentes.
Eles foram muito atenciosos.
— Adriana.
Aquela voz irritante.
Ela fingiu não ouvir e continuou andando.
Adler Campos, sem saber se ria ou chorava, correu atrás dela e bloqueou o seu caminho.
— Você está me evitando?
Adriana respirou fundo. Por não ter descansado bem no dia anterior, ela estava de mau humor.
— Senhor Campos, eu achava que você fosse um cavalheiro.
— Achava?
— Agora você está sendo muito mesquinho. Eu não quero ter muito contato com você.
Essas palavras já não deixavam margem para dúvidas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...