— Posso perguntar qual é o desempenho do aluno que passou o bilhete para o meu irmão?
— Bem... — O Professor Soares hesitou. — As notas dele são, claro, melhores que as do seu irmão.
— Professor Soares, as provas do meu irmão ainda devem estar aí, certo? Excluindo a última matéria, que tal pedir aos professores de cada disciplina para corrigirem as provas dele? Vamos comparar quem tem as melhores notas, o aluno que passou o bilhete ou o meu irmão?
— Concluir que foi o meu irmão quem colou não é um pouco precipitado?
Pela primeira vez, o Professor Soares foi questionado.
— Acho que não há necessidade disso. Mesmo que seu irmão tivesse boas notas, nossa escola não aceitaria um aluno problemático. Além do mais, ele tem problemas de saúde!
Crystal, com o rosto sério, respondeu:
— Professor Soares, o senhor vive chamando meu irmão de aluno problemático, mas se recusa a divulgar as notas. Gostaria de saber se podemos ver as gravações da câmera do corredor daquele dia.
— O senhor não vai me dizer que a câmera estava quebrada, vai?
O Professor Soares a viu antecipar sua desculpa e ficou sem palavras.
Ele explodiu de raiva.
— Não venha criar confusão aqui! De qualquer forma, não vamos aceitar seu irmão. Por favor, retire-se.
Crystal teve certeza de que o Professor Soares sabia de algo.
*Será que alguém não queria que seu irmão entrasse na escola?*
De repente, a imagem daquela senhora idosa veio à sua mente.
Ela ainda não entendia a natureza humana. Tinha se enganado.
Achava que a gratidão daquela senhora era sincera.
— Professor Soares, o senhor é uma vergonha para sua profissão e não merece ensinar na Escola Elite. E sua escola não faz jus ao nome que carrega. Aconselho o senhor a não criar mais problemas e a não difamar meu irmão por aí, ou eu levarei este caso à Secretaria de Educação!
Embora ele não tivesse sido matriculado, difamar um aluno inocente era algo que a Secretaria de Educação levaria a sério.
O objetivo de Crystal não era criar problemas para a Escola Elite, mas garantir que ele não ousasse manchar a reputação de seu irmão.
Dito isso, Crystal saiu furiosa.
O Professor Soares ficou com os lábios franzidos, o rosto escuro como tinta.
-
Ao sair da escola, ela encontrou a senhora novamente na entrada.
Lúcia sorriu amavelmente.
— Hehe, Crystal, veio fazer a matrícula do seu irmão?
Crystal soltou um riso desdenhoso.
— Senhora, acho melhor não matricular ninguém nesta escola. Uma instituição onde um aluno e um professor conspiram para acusar meu irmão de colar, para mim, não vale nada. É melhor não entrar.


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